Depois de passar pelo júri popular, Márcio de Oliveira Bigois, acusado de matar a ex-companheira Michele de Abreu Oliveira e enterrá-la sob o piso da cozinha da própria casa em Palhoça, na Grande Florianópolis, foi condenado a 35 anos, 2 meses e 6 dias de prisão, nesta terça-feira (30). Ele já estava preso e, agora, volta ao presídio para o cumprimento da pena, de acordo com o Ministério Público de Santa Catarina.
Continua depois da publicidade
Em nota, os advogados de Bigois, Matheus Menna e Osvaldo Duncke, disseram que vão recorrer da decisão. Ele foi condenado por homicídio qualificado, feminicídio, ocultação de cadáver e corrupção de menor.
Relembre o caso
Michele teve o corpo encontrado no dia 22 de maio de 2024, enterrado no piso, no primeiro andar do imóvel em que morava, no bairro Praia de Fora, com marcas de violência. A esteticista estava desaparecida há duas semanas.
Dois dias depois de o corpo ser achado, Bigois, que era o então companheiro de Michele, e o filho adolescente da mulher, foram detidos. Segundo a delegada Gisele de Faria Jerônimo, Michele e Bigois ainda eram casados, mas alguns membros da família disseram que eles já estavam separados e apenas dividiam a mesma casa.
Michele também havia pedido uma medida protetiva contra ele, por violência doméstica. Ele chegou a ser preso em abril de 2024, mas foi solto logo em seguida. Ela, então, revogou o pedido de medida protetiva e eles voltaram a morar juntos.
Continua depois da publicidade
À época, ele não chegou a ser considerado suspeito de imediato. Porém, a polícia concluiu, depois, que o homem e o adolescente participaram do crime, mas não foi possível “individualizar a conduta de cada um”.
O caso do adolescente foi encaminhado para a Vara da Infância e Juventude, de acordo com a delegada. Ele foi investigado pelas mesmas condutas do pai.
Leia também
Corpo é encontrado enterrado em piso e suspeita é de que seja de esteticista desaparecida em SC
Quem era esteticista encontrada morta enterrada em piso da própria casa em SC


