O ex-prefeito de uma cidade catarinense entrou na Justiça para cobrar o dinheiro referente às férias que ele não tirou enquanto estava no mandato. Érico de Oliveira, conhecido como Dida, comandou Ilhota, no Vale do Itajaí, por oito anos e, em cinco deles, não teria usufruído dos 30 dias de descanso a que tinha direito. Ele entrou com o processo um mês após deixar o cargo.

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Dida (MDB) foi prefeito de Ilhota, município com pouco mais de 18 mil habitantes, entre 2017 e 2024. Ele não teria tirado férias entre 2020 e 2024. De acordo com a administração atual, ele cobra um valor de aproximadamente R$ 112 mil. O governo explica que fazer esse pagamento é possível apenas com uma ordem judicial. O processo começou a tramitar em fevereiro de 2025.

A prefeitura contestou o pedido e a defesa do ex-prefeito apresentou a réplica. A ação cível aguarda uma decisão há quase um ano.

Dida é empresário e, atualmente, também trabalha como assessor do deputado Jerry Comper. Ele é um servidor externo. Ou seja, não trabalha no gabinete do parlamentar na Assembleia Legislativa de Santa Catarina (Alesc). No portal da transparência, ele aparece como atuando a partir da própria cidade que já governou.

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