Um crime bárbaro que resultou na morte de Ana Paula Rodrigues, de 29 anos, foi submetido a júri popular nesta sexta-feira (6) em Palmitos, no Oeste catarinense. O ex-marido dela, que a matou esfaqueada com um canivete na frente dos filhos pequenos, recebeu a sentença de 60 anos de reclusão em regime inicial fechado.
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O julgamento foi marcado pela comoção, com familiares de Ana vestidos com camisetas que pediam por Justiça. Depois de mais de 12 horas de júri, a pena foi estabelecida por feminicídio agravado por ter sido cometido na presença dos filhos, mediante descumprimento de medida protetiva de urgência, dissimulação e sem chance de defesa para a vítima.
Naquele 28 de outubro de 2024, o ex-marido de Ana entrou na casa e a golpeou na altura do coração. Os quatro filhos do casal (um bebê, um adolescente, uma criança de nove anos e outra de quatro) presenciaram toda a cena. Foram os três mais velhos, inclusive, quem socorreram a mãe ao tentar estancar a ferida.
Os jurados acataram todas as teses do Ministério Público, que demonstrou que o homem não aceitava o término do relacionamento amoroso e tinha ciúmes da vítima. A promotoria sustentou que o réu empregou dissimulação para cometer o assassinato, pois, para entrar na residência e se aproximar de Ana, ele se utilizou do falso pretexto de que um dos filhos desejava ver a mãe.
Ela estava desarmada e era fisicamente menor que o ex, o que significou o agravante da falta de recursos para se defender. Ele já tinha a medida protetiva que o obrigava a ficar 100 metros longe da ex-companheira.
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O homem terá de pagar R$ 200 mil de reparação de danos aos familiares de Ana. Cabe recurso da decisão. O réu, que estava preso preventivamente, não poderá recorrer em liberdade.

