O aquecimento do mercado imobiliário do município de Guaramirim, localizado no Norte do Estado, vem sendo um catalisador da profissionalização de um ecossistema completo. Em municípios de pequeno e médio porte, novos residentes e investidores demandam informações adicionais antes da tomada de decisão sobre a compra de determinado imóvel, o que exige maior capacitação profissional e atuação integrada do mercado local.
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O mercado imobiliário se consolidou, ao longo das décadas, como uma opção para fornecer retornos consistentes, sendo uma das opções mais sólidas para construção do patrimônio familiar. Mas o potencial de valorização e as características de cada região não são os únicos assuntos que precisam ser dominados por quem atua nesse setor, especialmente em um mercado em plena expansão.
Nesse contexto, o corretor de imóveis orienta investidores e compradores na hora de tomar decisões, para que tanto as negociações quanto as transações sejam mais seguras e assertivas. O profissional ajuda a identificar imóveis e regiões com melhor aderência ao perfil do cliente e maior potencial de valorização, mas também precisa dominar as regras vigentes do mercado imobiliário brasileiro e as formas contratuais que oferecem segurança jurídica e diminuem riscos nas transações.
Atuação integrada entre corretores e incorporadoras
O número de corretores registrados em Guaramirim praticamente triplicou em cinco anos, segundo levantamento do Conselho Regional de Corretores de Imóveis de Santa Catarina (CRECI/SC), saltando de 63 corretores em 2021 para 181 em 2026. Gabriel Carrara, vice-presidente da entidade, avalia que a parceria entre diversos elos da cadeia, como construtores e corretores, é essencial para o desenvolvimento do mercado imobiliário local.
— São eles que pensam, que desenvolvem, que trazem um novo bairro e olham sempre para o futuro, pensando numa cidade melhor para poder atender. O construtor, incorporador é aquele que vai materializar o sonho, a construção de algo novo. E os corretores vão fazer com que isso seja possível através dos negócios.
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Corretores e incorporadoras são peças fundamentais no desenvolvimento do mercado imobiliário, concorda Otilio Dalçoquio, diretor executivo da Dalsul Empreendimentos, que enxerga o funcionamento do ecossistema como complementar.
— As incorporadoras são responsáveis por planejar, investir e viabilizar os empreendimentos, enquanto os corretores fazem a conexão direta com o cliente, entendendo suas necessidades e apresentando as oportunidades de forma estratégica. Um mercado saudável depende dessa parceria, onde todos trabalham alinhados para gerar confiança, transparência e bons negócios — acredita o executivo da Dalsul.
O momento da cidade mudou, e clientes que buscam imóveis de padrão mais elevado tendem a ser mais criteriosos na escolha e atentos aos detalhes. À medida que o mercado evolui e os empreendimentos alcançam níveis mais altos de qualidade, cresce também a exigência por um maior grau de profissionalização.
Como o nível de exigência sobe, os corretores precisam estar cada vez mais preparados, com conhecimento técnico, capacidade de entender o produto e habilidade de conduzir uma negociação consultiva, completa o executivo da Dalsul. Ainda, a expansão imobiliária fomenta uma cadeia de empregos indiretos, e a qualificação desses profissionais eleva o nível de todo o mercado.
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— O cliente de ticket médio mais alto é mais criterioso, busca informação, segurança e atendimento qualificado. Para a Dalsul, investir no relacionamento, capacitação e valorização dos corretores é essencial para garantir que o produto seja bem apresentado e que o cliente tenha uma experiência à altura do empreendimento — reforça.
Tendências do mercado imobiliário local
Além do crescimento do número de corretores e da profissionalização do mercado imobiliário em Guaramirim, o especialista do CRECI/SC observa algumas tendências que devem marcar o cenário local nos próximos anos. Carrara entende, por exemplo, que parcerias entre os setores público e privado são fundamentais para o desenvolvimento do mercado imobiliário de Guaramirim.
— Estamos observando, em alguns municípios, acordo entre a prefeitura e o loteador. Ele entrega menos áreas para a prefeitura, mas ao mesmo tempo entrega a área construída, assim o loteamento já fica entregue com praça, parque, de repente uma escola. Então estamos vendo isso em alguns locais e entendo ser uma tendência, essa parceria pública e privada.
Outra tendência é a entrega de loteamentos que ofereçam mais do que lotes, mas áreas onde as pessoas possam realizar passeios, encontros, entre outros. A criação do primeiro condomínio clube fechado, que deve ocorrer em junho de 2028, eleva o padrão construtivo do município, no entendimento de Carrara. Com inspiração no Renascimento Italiano, o Villa Florença, da Dalsul, terá mais de 1.400 m² de área de lazer, além de 116 lotes residenciais que possuem áreas entre 242 m² e 335 m².
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— Área para caminhada, que tenha ambiente para as crianças poderem brincar e não simplesmente só lotes. Guaramirim precisa desse tipo de padrão com a vinda das empresas que estão vindo, com a WEG, com outras empresas, com o espaço industrial e logístico que Guaramirim tem, devem vir muitas empresas. O município precisa de um padrão mais alto de loteamento e não só de loteamento, mas também como condomínio fechado.

