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    Agroindústria

    Exportação de carnes de SC atinge R$ 1 bilhão em fevereiro 

    Foram US$ 80,6 milhões em suínos e US$ 150,4 milhões em frangos

    05/03/2020 - 18h38 - Atualizada em: 05/03/2020 - 19h42

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    Darci
    Por Darci Debona
    Exportação de suínos aumentou 37,4% em fevereiro
    Mario Fries, de Chapecó, investe no aumento da produção de suínos para atender a demanda crescente
    (Foto: )

    As exportações de carne suína e de frango atingiram US$ 231 milhões (cerca de R$ 1 bilhão) em fevereiro, segundo dados compilados pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola da Epagri (Cepa/Epagri). Isso se o cálculo for com a cotação próximo de R$ 4,30, que era a realidade de meados do mês.

    Foram exportados US$ 150,4 milhões em frangos e US$ 80,6 milhões em suínos. Isso representou US$ 5 milhões a mais do que no ano passado. Em volume foram 88 mil toneladas de frango e 35 mil toneladas de suínos.

    Em relação a janeiro, o suíno teve queda de 12,1% em valor e 9,2% em volume. Mas em relação a fevereiro de 2019 houve um aumento de 7,8% em volume e 37,4% em faturamento.

    - Já havia uma previsão de queda no suíno em fevereiro, em relação a janeiro, que foi o mês de recorde em faturamento, com US$ 91 milhões, e segundo maior volume, com 38 mil toneladas. Mas em relação ao ano passado há um crescimento, principalmente em faturamento, o que mostra a valorização da carne suína no mercado internacional. Isso porque a China vai continuar demandando carne devido à redução dos plantéis em mais de 40%, devido aos focos de carne suína – disse Giehl.

    No Brasil o crescimento foi ainda maior, de 54,6% em faturamento, chegando a US$ 154,9 milhões, e 24,7% em volume, com 54,1 mil toneladas.

    De acordo com o presidente da Associação Brasileira de Proteína Animal (ABPA), Francisco Turra, disse que os impactos do coronavírus nos setor são pequenos até o momento.

    - As questões pontuais de logística decorrentes das ações de controle ao Covid-19 não geraram impactos significativos no saldo final das exportações brasileiras. Ajustes logísticos garantiram o desembaraço das cargas no mercado chinês. O governo chinês prioriza o trânsito de alimentos – disse o presidente da ABPA.

    O frango catarinense teve uma queda de 29,9% em valor e 28,3% em volume em relação a fevereiro do ano passado. Mas aumentou 11,9% e 13,1% em relação a janeiro, respectivamente.

    Alexandre Giehl disse que no primeiro semestre do ano passado Santa Catarina exportou bons volumes, caiu no segundo semestre e agora mostra recuperação. No Brasil os embarques de frango cresceram 5,2% em faturamento, em relação a fevereiro do ano passado, com US$ 526 milhões, e 10% em volume, com 316,7 mil toneladas.

    Alexandre Giehl disse que a alta do dólar é boa para melhorar as margens de lucros das agroindústrias mas, se persistir, pode ter efeito negativo, estimulando a exportação de milho e aumentando os custos de produção. Também fica mais caro para importar insumos e equipamentos.

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