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    Agronegócio

    Exportações de suínos de SC aumentam 50,8 % em maio 

    Faturamento chegou a US$ 77,9 milhões, puxado por aumento de 83% nas vendas para a China

    19/06/2019 - 14h47

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    Darci
    Por Darci Debona
    SC exportou 37,8 mil toneladas em maio
    Vietnã aumentou as compras em 1,8 mil por cento no mês de maio
    (Foto: )

    As exportações catarinenses de carne suína aumentaram 50,8 % no mês de maio, em relação ao mesmo mês do ano passado, com faturamento de US$ 77,9 milhões, contra US$ 51,6 milhões de maio de 2018. Em volume houve aumento de 27 para 37,8 mil toneladas, num crescimento de 39,8%. Essa diferença indica que o preço da carne suína está mais valorizado no mercado internacional neste ano.

    Quem está puxando essa demanda é a China, maior produtor e maior consumidor do mundo, que enfrenta problemas com 138 focos de peste suína. Somente em maio os chineses compraram 83% mais do que no ano passado, com US$ 36 milhões. Isso representa 46% do faturamento com exportações de suínos do estado. Se somar com Hong Kong, que também faz parte da China, e que importou US$ 10,6 milhões e maio, o percentual sobe para 59%. Essa região administrativa diferenciada teve uma queda de 15%, provavelmente pelo direcionamento para os portos chineses.

    O Chile foi o terceiro maior importador, com US$ 9 milhões, o dobro do ano passado. A Rússia foi o quarto, com US$ 3,3 milhões. Não voltou a ser o principal comprador, mas já voltou a ter sua importância no mercado, após suspensão no final de 2017 e início de 2018.

    Destaques ainda para o crescimento de 428% do Japão, com US$ 1,4 milhão, o Congo com 1023%, e vendas de US$ 572 mil, e o Vietnã, com US$ 1,2 milhão, registrando um crescimento de 1839%. Assim como a China o Vietnã também enfrenta focos de peste suína.

    De acordo com a Organização das Nações Unidas para a Agricultura e Alimentação (FAO), já foram eliminados 3,4 milhões de suínos na Ásia. O analista do Centro de Socieconomia e Planejamento Agrícola da Epagri, Alexandre Giehl, estima que esse volume seja ainda maior.

    - Há estimativas não oficiais de que já teria sido eliminados 20% do rebanho chinês, algo sem precedente na história da suinocultura chinesa e mundial- disse Giehl.

    Essa demanda por suínos também está fazendo crescer a demanda por outras carnes, como a de frango e bovina.

    O secretário de Agricultura do Estado, Ricardo de Gouvêa, disse que este cenário gera oportunidades e desafios. As oportunidades são de investimentos. Agroindústrias catarinense estão ampliando investimentos.

    Aurora investe R$ 220 milhões em ampliação do abate

    A Aurora Alimentos está fazendo um investimento de R$ 220 milhões para dobrar a capacidade de abate do FACH 1, localizado no bairro Efapi. A partir de outubro unidade vai passar de cinco mil para 10 mil cabeças por dia até maio do ano que vem. Devem ser contratados mais dois mil funcionários.

    Essa demanda também está refletindo no preço pago ao suíno para os produtores. O preço base pago por algumas agroindústrias, que estava R$ 2,90 por quilo (sem incluir o bônus de tipificação) no início do ano, chegou a R$ 3,70 nesta semana.

    A Bolsa Brasileira de Suínos, que iniciou no ano passado com cotação de R$ 3,27 por quilo de suíno vivo em Santa Catarina, agora está em R$ 4,32, numa valorização de 32%.

    O presidente da Associação Catarinense dos Criadores de Suínos, Losivânio de Lorenzi, estima que o preço possa chegar a R$ 5,00 ainda no mês de junho. Ele afirmou que o momento é bom mas de recuperação depois de um período de crise. Também alertou para a necessidade de cuidar a sanidade de Santa Catarina, que representa quase 60% das exportações nacionais no ano.

    O acumulado nas vendas dos primeiros cinco meses de 2019 é de 167 mil toneladas, 34% a mais do que de janeiro a maio do ano passado, e de US$ 319,8 milhões, num acréscimo de 40,4%.

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