A trilha do Morro Pelado, na região da Serra Dona Francisca, é descrita como um percurso de nível moderado e pode demorar até 4 horas para ser concluída. Foi nesse trecho que Ezequiel Marcos Ferreira, de 27 anos, se perdeu na última segunda-feira (25).
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O diretor do Grupo de Resgate em Montanha (GRM), Marcelo Cabral, explica que a região apresenta desafios, mas tem estrutura própria para auxiliar na atividade de trilha.
— É uma região considerada mista. Ela tem uma parte de fácil acesso, mas a região de acesso ao cume é bem técnica, porque é uma escalaminhada. Você sobe através de raízes, cordas que já estão pré-fixadas ali na região. É uma região mais difícil — detalhou em entrevista à CBN Joinville.
“Fácil se perder”, o que dizem aventureiros sobre a trilha do Morro Pelado
A trilha é visitada há muitos anos, tanto que cordas foram fixadas ao longo do trajeto para auxiliar nessa caminhada no meio da mata. O percurso inicia às margens da SC-418 e fica próximo a outros locais procurados para aventuras, como o Morro do Castelinho, Castelo dos Bugres e Pico Jurapê.
Veja fotos do Morro Pelado
O site Wikiloc, onde membros compartilham suas experiências em diferentes trilhas ao redor do mundo, registra avaliações sobre a região. Um aventureiro, por exemplo, afirmou que foi fácil de concluir a maior parte da trilha.
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“Existem pontos onde a trilha não é evidente, e é fácil se perder sem auxílio do GPS. A subida até o cume representa uma parte pequena do trajeto, mas é feita com auxílio de cordas e requer bom preparo físico”, detalhou na publicação.
Já o jornalista e geógrafo Júlio Ettore compartilhou, em vídeo, a sua visita ao Morro Pelado. Ele relatou que alguns trechos são realmente difíceis e desafiadores.
“O que atrapalha a caminhada são as dezenas de árvores caídas e os muitos atoleiros, mesmo em épocas de tempo seco. Quase sempre tem pequenos desvios na trilha pra escapar deles […] Essa é uma trilha exigente”, disse.
Júlio completou a trilha em, aproximadamente, seis horas — sendo 4 horas apenas para a ida, em um ritmo leve, e duas para a volta, em um ritmo mais intenso.
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Confira a subida ao Morro Pelado
Outro trilheiro ainda comentou, no Wikiloc, que a trilha é bem marcada, mas com bifurcações que podem confundir.
“Melhor ir com guia. O trecho final que atinge o cume possui passos delicados de escalaminhada, demandando bastante atenção”, disse.
Desaparecido em trilha de Joinville leva rotina de aventuras
O homem de 27 anos que desapareceu após sair para fazer uma trilha no Morro Pelado, em Joinville, leva uma rotina de aventuras. Ao NSC Total, uma tia do desaparecido, Susana Rose Lima, falou sobre a paixão do sobrinho.
— Ele sempre faz trilha, escala. Ama essa vida […] Ele sempre faz isso. Ele vai para a praia, vai pescar, vai para rios, lugares mais retirados. Ele gosta de correr, de bicicleta, bem bem esportista, assim, bem natural — explica.
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De acordo com Susana, um dia antes da trilha, Ezequiel convidou um amigo para ir junto, mas como ele tinha que trabalhar no dia seguinte, o convite foi recusado, e o homem decidiu ir sozinho. Uma das preocupações da família é que, muito provavelmente, Ezequiel teria ido com mantimentos para apenas um dia.
— A gente achou estranho, porque ele sempre vai, bate as fotos e posta, né? E ele não tinha postado nada aquele dia. Começou já entrar em desespero, né? Não é típico dele sumir assim — relata a tia.
No entanto, a última atualização que a família teve acesso foi em um aplicativo compartilhado que funciona por GPS. Lá, o sinal do relógio do trilheiro mostra que, por volta das 8h50min da segunda-feira, ele tinha chegado ao cume do Morro Pelado. Desde então, não houve mais notícias.

O Grupo de Resgate em Montanhas (GRM) foi acionado para realizar uma varredura na região de mata. Ao longo do dia, foi encontrada a motocicleta de Ezequiel na área de acesso à trilha, além de itens como garrafa de água caída, uma peça de roupa pendurada e um carregador portátil de celular, identificadas pelos familiares.
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Tecnologia auxilia buscas
Nesta quinta-feira (28), as buscam oficiais completaram o segundo dia, mas o homem segue desaparecido. Durante esta noite, o GRM realizará uma varredura com um drone térmico, que pode identificar com maior facilidade a presença de calor no meio da trilha.
— A vítima, até então, saiu para um bate e volta. Ele iria para a região e voltaria no mesmo dia. Como ele não saiu equipado para pernoite, e o clima frio, a preocupação vai aumentando conforme o passar das horas. Ainda há bastante esperança. A gente já tem uma linha nova de raciocínio — afirma Cabral, diretor do GRM.







