Os abusos atribuídos a um homem de 65 anos investigado por estupro de vulnerável em São Francisco do Sul, no Litoral Norte de Santa Catarina, aconteciam dentro da própria casa dele, sob o pretexto da realização de trabalhos espirituais.
Continua depois da publicidade
As informações foram divulgadas pelo Ministério Público de Santa Catarina (MPSC), após determinação da Justiça pela prisão preventiva do investigado. Além da prisão, também foi autorizada a realização de busca e apreensão na casa do suspeito.
Conforme as investigações, o homem se apresentava como líder religioso e utilizava essa posição para manipular as vítimas e ter acesso privilegiado adolescentes, principalmente em situação de vulnerabilidade.
O caso veio à tona após a mãe de uma das adolescentes procurar a polícia. Segundo o relato, a filha teria sido vítima de abusos na casa do investigado ao longo de 2020, em diferentes ocasiões, durante supostos atendimentos espirituais.
Segundo o delegado Gabriel Miguel, as investigações iniciaram no segundo semestre de 2025. Conforme explica, é comum que vítimas de abuso demorem para denunciar sobre os casos.
Continua depois da publicidade
— A investigação se iniciou após a denúncia feita pelos genitores das vítimas. Como na maioria dos casos a vítima sofre o abuso e toma coragem apenas tempos depois para contar aos pais. — esclareceu ao NSC Total.
Além dessa primeira denúncia, uma segunda adolescente também relatou ter sofrido abusos. As autoridades, no entanto, não descartam a existência de outras vítimas e seguem aprofundando as investigações.
De acordo com o Ministério Público, a prisão preventiva foi solicitada para garantir a segurança das vítimas e evitar que novos crimes sejam cometidos contra outras crianças e adolescentes.
Busca e apreensão na casa do falso líder espiritual em SC
A Justiça também deferiu um mandado de busca. A medida permitirá que a Polícia Civil recolha aparelhos celulares, computadores, dispositivos eletrônicos, mídias de armazenamento e outros objetos que possam conter elementos de prova relacionados aos crimes investigados.
Continua depois da publicidade
Caso materiais sejam apreendidos, a Promotoria de Justiça também solicitou a quebra do sigilo dos dados armazenados nos equipamentos. A investigação segue em andamento.

