O ciclista que morreu eletrocutado com um fio energizado na avenida de acesso à Praia da Joaquina, em Florianópolis, na tarde da última sexta-feira (23), foi identificado como Guilherme Rauber Arruda, de 30 anos. A família organiza uma vaquinha online no valor de R$ 10 mil para o translado do corpo para o velório e o sepultamento em Santa Maria, no Rio Grande do Sul, onde ele nasceu.
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“Em nome de nossa família, pedimos a ajuda para trazê-lo de volta para nossos braços e para uma despedida digna. Infelizmente mais uma estrela que brilha no céu vítima de uma fatalidade e do descaso com fios de energia”, escreveu a família, na campanha.
A cerimônia de despedia acontecerá na Capela Araucária do Memorial São Martinho com horário a ser definido. O sepultamento está previsto para as 10h de domingo (25) no Cemitério Jardim da Saudade, em Santa Maria.
Veja fotos do jovem
Relembre o caso
De acordo com o Corpo de Bombeiros, Guilherme seguia pela Avenida Prefeito Acácio Garibaldi São Thiago, que liga a Lagoa da Conceição à Praia da Joaquina, quando um fio energizado se desprendeu por conta do vento e caiu sobre ele. Segundo a Celesc, seria um cabo de telecomunicações.
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Ele foi atendido por guarda-vidas e uma viatura da Polícia Militar, que passava no momento pelo local. O helicóptero Arcanjo também foi acionado, mas ele não resistiu e morreu no local.
Guilherme trabalhava na churrascaria Combinado Bar e Costelaria, que fica na mesma região onde o acidente aconteceu. O local emitiu um comunicado homenageando o ciclista.
“Hoje nos despedimos de alguém que marcou a nossa história. Guilherme foi mais do que um parceiro do Combinado, foi presença, foi construção, foi parte essencial do caminho que trilhamos. Sua dedicação, parceria e a forma genuína com que se fazia presente deixaram marcas que o tempo não apaga. Guilherme contribuiu não apenas com trabalho, mas com energia, ideias e momentos que permanecerão vivos na memória de todos que tiveram o privilégio de conviver com ele”, diz a nota da churrascaria.
Em nota, a Celesc informou que segue apurando qual é a operadora responsável pelo cabo.
O que disse a Celesc
“A Celesc lamenta profundamente o acidente ocorrido na tarde desta sexta-feira (23) na via que dá acesso à Praia da Joaquina, em Florianópolis, e que resultou no falecimento de um ciclista.
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De acordo com as informações técnicas preliminares apuradas no local, o acidente envolveu um cabo de telecomunicações rompido e lançado sobre a rede elétrica de média tensão. A rede elétrica da Celesc não estava partida. Agora, a companhia tenta identificar a qual empresa de telecom o cabo rompido pertence.
A distribuidora de energia esclarece que os cabos de telecomunicações (telefonia, internet e TV a cabo) não fazem parte da rede elétrica e pertencem a empresas de telefonia. Essas estruturas utilizam os postes mediante contrato de compartilhamento, sendo de responsabilidade das empresas de telecomunicações a instalação, manutenção, organização e retirada desses cabos, conforme normas técnicas e legislação vigente.
Visando a prevenção, a Celesc atua de forma contínua na fiscalização do uso dos postes e, em parceria com a Prefeitura de Florianópolis e empresas de telecomunicações. Desde o início dessa parceria, em julho de 2024, já foram retiradas cerca de 26 toneladas de cabos apenas na Capital. Em todo o estado de Santa Catarina, somente em 2025, a Celesc já promoveu a retirada de aproximadamente 150 toneladas de fiação de telecomunicações fora de uso.
A Celesc permanece à disposição das autoridades competentes para colaborar com as apurações e se solidariza com os familiares e amigos da vítima.”
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