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Triplo homicídio

Família morta em Alfredo Wagner é sepultada no interior do Paraná

Investigações apontam que a primeira pessoa morta foi a mulher, seguida do filho

12/08/2019 - 17h13 - Atualizada em: 12/08/2019 - 19h13

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Clarissa
Por Clarissa Battistella
Polícia procura por arma utilizada no crime
Polícia procura por arma utilizada no crime
(Foto: )

O enterro da família morta na última sexta-feira (8) em Alfredo Wagner, na Grande Florianópolis, ocorreu na tarde desta segunda-feira (12), em Marechal Cândido Rondon, no Paraná. Também, nesta segunda, outra equipe do Instituto Geral de Perícias (IGP) foi até Alfredo Wagner periciar o veículo do suposto autor.

O principal suspeito foi preso no mesmo dia do triplo homicídio, em Bom Retiro, município vizinho, e encaminhado para o presídio de Lages. Mesmo com a prisão do homem, a Polícia Civil continua com as investigações sobre o caso e busca pela arma usada na data, possivelmente uma barra de ferro.

Carlos Tuneu, 67 anos, Loraci Matthes, de 50, e o filho do casal, Matheus Tuneu, 8, foram mortos a pancadas. Eles foram encontrados já sem vida: o pai caído ao lado do próprio carro, a um quilômetro da propriedade rural onde morava a família, já a mulher e o filho estavam dentro de casa.

Segundo informações dos investigadores, o suspeito teria ido ao sítio na tentativa de eliminar os papéis assinados na noite anterior, em que reconhecia sua dívida com a família. Os policiais acreditam que pode ter ocorrido resistência por parte da mulher, para a entrega dos documentos, motivo pelo qual foi morta. Ainda, segundo a investigação, o menino foi porque testemunhou o assassinato.

O último a morrer teria sido Carlos, conforme a polícia. O suposto autor teria deixado a casa e seguido para a estrada, onde esperou o desafeto. A polícia informou que já sabe onde foi comprada a barra de ferro utilizada no delito. O suspeito segue preso. Embora tenha confirmado aos policiais, informalmente, que era o autor do crime, um dia após a prisão negou autoria durante audiência de custódia.

Defesa nega confissão

Em nota divulgada na noite de sábado (11), os advogados Diego Rossi Moretti e Jonas de Oliveira afirmam que estiveram presentes em todos os depoimentos prestados pelo investigado e que em nenhum momento ele confessou a prática dos crimes.

De acordo com o delegado regional de Lages, Fabiano Schmitt, o homem chegou a falar sobre a autoria do crime no momento em que foi preso, mas ele ainda não é considerado réu confesso. Ainda conforme o delegado, ao ser levado para prestar depoimento, ele optou por ficar em silêncio e não confessou formalmente ter cometido os assassinatos.

* Colaboração Jean Raupp

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