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Ainda sem torcida

FCF lamenta prorrogação de decreto que proíbe torcedores nos estádios em SC

Presidente da entidade reclama que não há agenda aberta entre o futebol e o governo catarinense

02/09/2021 - 09h30 - Atualizada em: 02/09/2021 - 09h42

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Leandro
Por Leandro Lessa
Estádio Ressacada Avaí de noite
Estádios de futebol de SC seguem sem torcida até 30 de setembro
(Foto: )

O presidente da Federação Catarinense de Futebol (FCF), Rubens Angelotti, se disse "indignado" com a decisão do governo de SC em prorrogar o decreto que proíbe a presença de torcedores nas artenas esportivas até o fim de setembro ainda em meio à pandemia de Covid-19. O dirigente reclama que outros segmentos já têm a volta do público presencialmente, com o avanço da vacinação, e que não há um canal aberto entre a entidade e o Poder Executivo estadual para colocar a questão em pauta. 

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- Estamos indignados. Achamos que o governo tem que nos dar uma explicação, o motivo pelo qual não se pode ter público nos estádios. Hoje a gente vê transporte público, igrejas, parques temáticos todos lotados e o futebol não é contemplado, nem mesmo com 20%, só vacinados. Os nossos clubes estão morrendo, (após) um ano e meio sem arrecadação de sócios, sem torcedores nos estádios, sem a venda de seus bares - disse Angelotti.

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A entrevista foi concedida ao repórter Carlos Rauen, da NSC TV, durante evento pelo aniversário de 98 anos do Avaí, nesta quarta (1°). A FCF já havia se manifestado através de nota oficial em suas redes sociais. A manifestação cita que os dirigentes da federação "sequer são recebidos e ouvidos pelas autoridades de saúde pública", e acusa que eles "se negam a discutir e avaliar as seguras condições sanitárias oferecidas pelo futebol". 

A entidade que comanda o futebol estadual pretendia fazer um teste durante as finais da Série B do Campeonato Catarinense, marcadas para os dias 15 e 19 de setembro. A intenção era de ter até 20% da capacidade de público nos estádios nesses dois jogos, com base nos protocolos da entidade, da CBF e da Conmebol. Ainda durante a entrevista, o presidente da FCF diz que aguarda uma agenda para conversar com o governador Carlos Moisés e/ou com o secretário de Saúde, André Motta Ribeiro.  

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