Ferramenta de acessibilidade nas urnas eletrônicas recebe melhorias para Eleições 2024

Este ano, voz da ferramenta de leitura de tela das urnas eletrônicas será mais humanizada

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Urnas passam por testes e melhorias até o dia das eleições (Foto: TRE-SC, Divulgação)

A pouco mais de cinco meses do primeiro turno das eleições municipais, as urnas eletrônicas já estão passando por uma série de testes. Entre ajustes, melhorias e auditorias, uma novidade: este ano, a ferramenta de acessibilidade também foi melhorada. A voz que vai guiar o eleitor que possui algum tipo de deficiência visual durante o voto passa a ser ainda mais informativa e a contar com um toque mais.

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A atriz e cantora Sara Bentes, do Rio de Janeiro, emprestou a própria voz para a ferramenta, batizada de “Letícia”. É ela que vai ler as informações na tela, como cargo a ser votado, nome do candidato ou candidata, e o número digitado. O eleitor poderá ouvir tudo isso com uso de fones de ouvido.

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A nova voz é uma melhoria da última eleição, que tinha uma voz mais robotizada. Para tornar isso possível, Sara teve que gravar mais de 30 horas de leitura.

— É uma realização muito grande e, com certeza, representa um avanço muito grande, sim, na acessibilidade e na inclusão desse nosso país — celebra a atriz, que também tem deficiência visual.

Testes nas urnas

Santa Catarina deve receber este ano 18.599 urnas eletrônicas, a partir do final de junho. Elas seguirão em testes até o dia do primeiro turno, 6 de outubro, para garantir a transparência e o funcionamento do equipamento.

Qualquer cidadão que quiser colocar à prova a segurança do equipamento tem direito de acompanhar os testes. Isso serve para que a confiabilidade delas esteja acima de qualquer suspeita.

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João de Paula é cego de nascença e não perde uma eleição desde os anos 1980. Para ele, a novidade pode ajudar a incentivar mais pessoas a irem votar.

— Para mim é um dia de festa. É o dia da democracia. É o dia em que a gente pode trazer para as nossas mãos a possibilidade de que aconteçam as mudanças que a gente sonha. […] É uma possibilidade de que tenha mais acessibilidade, de que tenha mais respeito com relação à minha diferença, à minha deficiência, enfim… para mim, votar é um ato festivo, é um ato celebrativo.

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