À primeira vista elas impressionam pela beleza. São robustas, imponentes. E com uma pesquisa mais profunda, fica claro tratar-se de bicicletas de alta performance. Têm tecnologia avançada e um preço, claro, que acompanha tanto desempenho.

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Você pode pensar que sendo algo tão específico estamos falando de super-bikes voltadas a atletas, mas é aí que mora o engano. Em Balneário Camboriú, elas atraem apaixonados por ciclismo que praticam a modalidade por lazer e estão dispostos a pagar bem para ter uma “Ferrari” das bicicletas em casa.

Juliano Salvadori é um esportista nato e nos últimos anos transformou o amor pelo pedal em negócio, com uma loja de bikes. Ele conta que a líder de vendas no Sul do Brasil é a mountain bike. Clássica e com valor acessível, a partir de R$ 1,2 mil em alguns sites, é a legítima “pau para toda a obra”, afirma.

Mas tem também aquelas capazes de chegar a 100 km/h. Outras têm tecnologia usada só pela Nasa e Fórmula 1 e ainda com sensor de toque que ajuda a pessoa a pedalar. Não à toa, o cliente pode desembolsar até R$ 130 mil para ter uma dessas.

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Aliás, nesta lista de quem investe bem no ciclismo estão nomes como o apresentador Rodrigo Hilbert, o modelo Francisco Lachowski e o ex-lateral direito da Seleção Brasileira de futebol, Maicon. Todos já passaram pela loja em Balneário Camboriú.

Trek Madone SL

É um modelo usado por atletas de ciclismo de estrada em olimpíadas e campeonatos mundiais nas maiores competições profissionais. A bike é considera um verdadeiro “carro de fórmula 1”. Toda em fibra de carbono de alta performance, pesa apenas sete quilos — menos da metade de uma bicicleta comum. Ela tem sistema de marcha eletrônico, sem fio, e possui resistência para uma pessoa de até 110 quilos. Além disso, o ciclista profissional consegue alcançar 100 km/h.

E quem compra?

— O principal cliente é o entusiasta apaixonado pelo hobby do ciclismo. É mais ou menos como tem os clubes de Harley-Davidson, das motos superesportivas, dos carrões de luxo. São pessoas comuns, apaixonadas pelo ciclismo ou que têm alguma ligação com o ciclismo, com uma condição de vida que permite ter uma bicicleta de ponta — afirma Juliano.

Trek Powerfly

As mountain bikes elétricas são as queridinhas do mundo da atualidade. O modelo tem pedal assistido e um motor que ajuda o ciclista a pedalar mais tempo, fazer longas distâncias e, principalmente, nas subidas. É um motor inteligente com um sensor de força de toque, que quando você precisa fazer muita força, ele aciona sozinho e te empurra.

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A bike tem, inclusive, com controle de velocidade. Se a pessoa está andando muito rápido, ela para de ajudar para evitar acidente de trânsito. Mas não tem acelerador, então precisa do movimento constante das pernas para continuar a rodar. O motor elétrico é totalmente sustentável e tem consumo considerado baixo para fazer uma recarga.

Ela permite a pessoas debilitadas, com muita idade ou com problemas de locomoção que não conseguiriam ter capacidade física para pedalar, percorrer uma distância maior e fazer trilhas, por exemplo, e pegar estrada de chão.

Trek Rail 9.9

Essa bicicleta hoje é considerada a mais tecnológica do mundo. É uma bike de competição de altíssima performance. Em alguns setores, é mais potente que uma moto de trilha, porque foi construída com fibra de carbono usada apenas pelas equipes da Nasa e Fórmula 1. Ela tem motor elétrico e até computador de bordo com sensor para calibragem dos pneus.

Pesa menos de 20 quilos, tem bateria de lítio e autonomia superior a 120 quilômetros. Estima-se que uma pessoa comum tem capacidade de pedalar em torno de 10 a 12 quilômetros. Então a bicicleta aumenta em torno de 10 vezes a capacidade de pedalada. Costuma ser comprada por entusiastas apaixonados por tecnologia, por velocidade e por trilha. Geralmente são atletas e pilotos.

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Custa cerca de R$ 130 mil e, não à toa, é considerada a Ferrari das bikes.

Cannondale Topstone

É um modelo chamado de gravel bike que traz o conceito mundial de bicicleta para todo tipo de terreno. A proposta é uma mistura de bike de ciclismo de estrada com mountain bike, mas com ergonomia para deixar o ciclista em posição mais confortável. O pneu é intermediário, justamente para permitir a migração do asfalto para a estrada de chão, trilha, tudo com um equipamento simples e raiz, sem amortecedor.

Serve praticamente para tudo: trabalhar, viajar e até competir. Inclusive, ano passado, a Red Bull fez duas provas no mundo desafiando ciclistas a percorrer 300 quilômetros com as gravel bikes, e um deles foi no Brasil em dezembro de 2022, em Timbó, no Circuito do Vale Europeu.

Trek Marlin

As tradicionais mountain bikes são líder de vendas no Sul do Brasil. Embora feitas para atividade física, pegar trilha e encarrar estrada de chão, o consumidor da parte debaixo do mapa tem preferência por elas em vez das bikes urbanas. Chamadas de “pau para toda obra”, elas têm maior versatilidade de marchas e pneus mais robustos, transmitindo a sensação de força para enfrentar qualquer cenário.

Não à toa, é a mais usada para locação a trabalho, para escola e, ainda, para quem fazer um passeio aos fins de semanas seja na cidade, no mato ou até na praia. Outro diferencial é o preço. Com R$ 1,2 mil é possível comprar uma de qualidade.

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