O Fiat Tipo chegou ao fim. A montadora italiana encerrou a produção da geração mais recente do modelo, ressuscitado em 2015 com um nome que mexe com a memória de muitos brasileiros que acompanharam a invasão dos importados nos anos 1990.

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A despedida aconteceu na Turquia, onde o carro era fabricado pela Tofaş, em Bursa, e vendido localmente com outro nome: Fiat Egea. Fora do mercado turco, porém, ele foi exportado para dezenas de países como Fiat Tipo, em versões sedã, hatch, perua e aventureira.

Ao todo, foram 1,4 milhão de unidades produzidas em 11 anos. Parte expressiva dessa fabricação foi destinada ao exterior, com exportações para mais de 40 países. O último exemplar saiu da linha de montagem como um Egea Sedan Lounge, pintado de azul, com motor 1.6 turbodiesel MultiJet de 130 cv e câmbio automático de dupla embreagem.

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Nome famoso, carro diferente

Para quem viveu o mercado brasileiro dos anos 1990, o nome Tipo tem outro peso. O Fiat Tipo original foi um hatch médio importado da Itália e ficou marcado por ter sido um dos carros estrangeiros mais populares da época por aqui.

A nova geração, lançada em 2015, não teve a mesma presença no Brasil. O projeto nasceu com outra proposta: ser um carro global, racional, espaçoso e competitivo em mercados da Europa, Oriente Médio e regiões próximas.

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Na Turquia, essa receita virou fenômeno. Vendido como Egea, o modelo se tornou o automóvel mais vendido do país por 10 anos seguidos, entre 2016 e 2025. Poucos carros conseguem dominar um mercado por tanto tempo.

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Sedã foi o grande campeão

Embora tenha sido vendido em diferentes carrocerias, o sedã foi o grande protagonista da história. Só na Turquia, foram 565.097 unidades do Egea Sedan comercializadas.

A versão Cross também teve bom desempenho, com 150.869 unidades vendidas. Já as carrocerias hatchback e station wagon somaram 29.678 unidades no mercado turco. O restante da produção abasteceu outros países onde o modelo usava, principalmente, o nome Fiat Tipo.

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Esse sucesso ajuda a explicar por que a despedida tem peso maior do que parece. Não se trata apenas de mais um carro saindo de linha, mas do fim de um produto que sustentou parte importante da estratégia da Fiat em vários mercados por mais de uma década.

No Brasil, a saída de linha não muda a vida de quem compra carro zero, já que essa geração do Tipo nunca foi vendida oficialmente por aqui com força comercial. Ainda assim, o nome carrega nostalgia.

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Para muita gente, Tipo ainda remete ao hatch importado que chamou atenção nas ruas brasileiras nos anos 1990.