O primeiro elefante-marinho monitorado do Brasil já está em Santa Catarina. O filhote, que foi solto no Paraná nesta semana, passa pelas águas oceânicas catarinenses rumo à Patagônia Argentina. Com um transmissor de satélite na cabeça — que parece uma pequena antena — o animal é acompanhado por pesquisadores, já que a presença da espécie na costa brasileira é algo raro.
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A soltura no mar ocorreu na quarta-feira (21). Na sexta (23), ele já estava na região de Barra Velha, em Santa Catarina, seguindo na direção certa — o Sul. Durante os próximos meses, o animal deve percorrer instintivamente cerca de 2.500 quilômetros até a Península de Valdés, na Argentina, onde a espécie costuma se reproduzir.
“Esse animal pode procurar a costa para descansar, como em Balneário Camboriú. Quanto antes afastarmos pessoas e animais, melhor será. Não o devolvam nem forcem o retorno dele para a água. Entrem em contato conosco pelos telefones 0800 642 3341 ou (47) 99214-0960, que iremos auxiliar.”, pediu a equipe do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS) caso alguém o veja na praia.
O filhote foi resgatado há quase um mês no litoral paranaense. A suspeita é que ele tenha nascido no Estado, algo inédito para a ciência. Debilitado e com um quadro de pneumonia, os profissionais do Laboratório de Ecologia e Conservação da Universidade Federal do Paraná (LEC-UFPR) cuidaram do elefante-marinho até ele ficar saudável e forte o suficiente para voltar à natureza.
O bebê é um macho de 68 kg e 1,80 m de comprimento. Aos quatro meses de vida, ele ainda está com os dentes nascendo. Na fase adulta, pode passar de duas toneladas. O equipamento na cabeça dele deve se desprender em até seis meses e serve para monitorar o deslocamento e a saúde do animal durante o trajeto.
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