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Flavio Bolsonaro não comparece ao MP para falar sobre caso Queiroz 

Senador eleito afirmou que marcará dia e horário para prestar esclarecimento assim que conhecer o "inteiro teor" da investigação sobre o ex-assessor 

10/01/2019 - 19h21

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Por GaúchaZH
(Foto: )

O deputado estadual e senador eleito Flavio Bolsonaro (PSL), filho do presidente Jair Bolsonaro, não compareceu ao Ministério Público (MP) nesta quinta-feira (10), onde era esperado para esclarecer as movimentações atípicas do ex-assessor Fabrício Queiroz.

Em vez disso, Flavio escreveu uma nota no seu perfil no Facebook na qual afirma que, por não ser investigado, não teve acesso aos autos e não teve ciência do "inteiro teor" do inquérito.

"Como não sou investigado, ainda não tive acesso aos autos, já que fui notificado do convite do MP/RJ apenas no dia 7/Jan, às 12:19. No intuito de melhor ajudar a esclarecer os fatos, pedi agora uma cópia do mesmo para que eu tome ciência de seu inteiro teor. Ato contínuo, comprometo-me a agendar dia e horário para apresentar os esclarecimentos, devidamente fundamentados, ao MP/RJ para que não restem dúvidas sobre minha conduta. Reafirmo que não posso ser responsabilizado por atos de terceiros, como parte da grande mídia tenta, a todo custo, induzir a opinião pública", afirmou Flavio, em nota.

Assim como Flávio, também faltaram a depoimentos no MP para falar sobre o caso o seu ex-assessor Fabrício Queiroz, suas filhas e mulher, Nathalia e Evelyn Queiroz e Marcia Aguiar. Eles alegaram problemas de saúde com Queiroz para a ausência.

O ex-assessor foi apontado pelo Coaf com movimentações atípicas em sua conta, incluindo depósitos de funcionários de Flávio na Assembleia Legislativa do Rio (Alerj) sempre próximos às datas dos pagamentos do órgão.

Fabrício Queiroz, ex-assessor do deputado estadual e senador eleito Flávio Bolsonaro (PSL), negou no dia 26, em entrevista ao SBT, irregularidades em movimentações em sua conta bancária, consideradas atípicas pelo Conselho de Controle de Atividades Financeiras (Coaf). Ele afirmou que as operações são resultado de negócios promovidos por ele, como a compra e venda de carros:

— Sou um cara de negócios. Eu faço dinheiro. Compro, revendo, compro, revendo, compro carro, revendo carro, sempre fui assim. Gosto muito de comprar carro em seguradora. Na minha época lá atrás, eu comprava um carrinho, mandava arrumar, vendia — disse.

Nesta terça (8), Queiroz afirmou que esclarecerá "em breve" as movimentações atípicas. Ele, porém, não disse quando iria dar as explicações e reclamou de, em suas palavras, ter sido tratado como "o pior bandido do mundo".

— Após a exposição de minha família e minha, como se eu fosse o pior bandido do mundo, fiquei muito mal de saúde e comecei a evacuar sangue. Fui até ao psiquiatra, pois vomitava muito e não conseguia dormir — disse Queiroz, que também é policial militar da reserva.

— Estou muito a fim de esclarecer tudo isso. Mas não contava com essa doença. Nunca imaginei que tinha câncer — completou.

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