O candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) fez uma publicação no X dizendo “Grande dia”, após o governo dos Estados Unidos anunciar que vai classificar as facções criminosas Comando Vermelho (CV) e Primeiro Comando da Capital (PCC) como organizações terroristas.
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O anúncio foi feito pelo secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, que afirmou que o país também pretende classificar as duas facções como “organizações terroristas estrangeiras” (“Foreign Terrorist Organizations”). A medida deve entrar em vigor a partir do dia 5 de junho.
A decisão ocorre dois dias após o senador se reunir com o presidente Donald Trump, na última terça (26). Na ocasião, ele afirmou que conversou com o americano sobre o assunto.
Veja a postagem de Flávio Bolsonaro
Grande dia 👍 https://t.co/XxzokXNzxV
— Flávio Bolsonaro (@FlavioBolsonaro) May 28, 2026
Eduardo Bolsonaro agradece Trump
O ex-deputado federal Eduardo Bolsonaro (PL), que também esteve no encontro com Trump nesta semana, usou as redes sociais para agradecer o presidente e outros membros do governo americano.
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Eduardo também falou em um eventual governo do irmão:
— E a depender de nós, em 2027, o presidente Flávio Bolsonaro vai poder fazer muito, mas muito mais pela segurança pública de todos nós que sofremos nas mãos desses bandidos — disse.
O empresário e influenciador Paulo Figueiredo, que também esteve no encontro na Casa Branca, comemorou nas redes sociais. “Missão cumprida! Flávio Bolsonaro fez mais pela segurança do povo brasileiro como pré-candidato do que Lula em três mandatos como presidente!”, escreveu.
Veja a postagem de Eduardo Bolsonaro
Presidente Trump, @secrubio e @jdvanc merecem um muito obrigado! THANK YOU VERY MUCH! pic.twitter.com/BHFaMsq9Xq
— Eduardo Bolsonaro🇧🇷 (@BolsonaroSP) May 28, 2026
Medida é para proteger EUA, segundo Rubio
Conforme o comunicado de Rubio, a medida serve para “proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional“, afirmando que as ações das organizações criminosas alcançam outros países como os Estados Unidos.
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“O governo Trump continuará usando todas as ferramentas disponíveis para proteger nossa nação e nossos interesses de segurança nacional, mantendo drogas ilícitas fora de nossas ruas e interrompendo as fontes de financiamento de narcoterroristas violentos”, afirmou o Departamento de Estado.
Os Estados Unidos também afirmaram que as facções brasileiras estão entre “as organizações criminosas mais violentas do Brasil”, com “milhares de integrantes”. No comunicado, o Departamento ainda afirma que as organizações fazem “ataques brutais” contra policiais, autoridades públicas e civis.
Governo brasileiro trabalhava contra a medida
O governo brasileiro atuava contra a classificação, sob o argumento de que isso abriria margem para que os Estados Unidos realizassem ações mais duras em território brasileiro. Com essa classificação, o país americano poderia conduzir uma operação militar no Brasil, por exemplo.
A classificação, no entanto, estava em discussão desde um pedido do chefe interino de coordenação do Departamento de Sanções dos Estados Unidos, David Gamble, em maio de 2025, que foi negado à época. O argumento utilizado pelo secretário nacional de Segurança Pública, Mario Sarrubbo, era de que as organizações criminosas em questão não se enquadravam na definição de terrorismo prevista na Constituição.
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Isso por que a Lei Antiterrorismo define terrorismo como a prática de atos motivados por xenofobia, discriminação ou preconceito de raça, cor, etnia ou religião, visando provocar terror social ou generalizado. Para Sarrubbo, as organizações criminosas brasileiras não têm motivação ideológica, política ou religiosa.




