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Florianópolis amplia o número de áreas de preservação ambiental

Além de beneficiar a população, as ações fomentam a economia e o turismo local

28/04/2022 - 14h37 - Atualizada em: 28/04/2022 - 14h57

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Por Estúdio NSC
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Áreas de preservação ambiental
(Foto: )

O aumento de áreas de preservação ambiental em Florianópolis foi uma das novidades identificadas no novo mapa físico e político de 2022, lançado no aniversário de 349 anos do município, no mês de março. Desde 2017 a Prefeitura de Florianópolis realiza ações de criação e categorização nas Unidades de Conservação (UCs) municipais, visando a conscientização da população e a proteção da biodiversidade presente na capital.

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Entre o mapa anterior e o atual, houve um crescimento notável de áreas naturais protegidas. Eram 132 km no ano de 2019, já em 2022, subiu para 195 km. De acordo com o Diretor de Gestão Territorial no IPUF/SMPU, o aumento expressivo das áreas de preservação tem relação, principalmente, com a criação das novas UCs Refúgio de Vida Silvestre Municipal Morro do Lampião, que soma 1.11km² de área e o Refúgio de Vida Silvestre Municipal Meiembipe, que corresponde a 59,72 km² de área e é considerada a maior unidade de conservação do município.

— Esses espaços legalmente protegidos são áreas da cidade destinados prioritariamente para conservação da biodiversidade, com regime de uso próprio que concilia a preservação e o uso privado — relata.

Incentivo à preservação

A cidade de Florianópolis tem cerca de 95% do seu território em uma ilha, ou seja, seu território físico é limitado. Além disso, muito se fala sobre a necessidade de preservação ambiental devido ao aquecimento global e como ele pode impactar negativamente nos espaços urbanos, principalmente às mudanças climáticas, que a cada ano estão mais perceptíveis ao ser humano. Segundo dados da Organização Meteorológica Mundial (OMM), divulgados em janeiro deste ano, 2020 registrou 1,2ºC acima do período pré-industrial, nos anos 1880.

— Os benefícios para a cidade se dão em vários temas, a manutenção dos recursos hídricos, da qualidade do ar e do microclima local, a prevenção de desastres naturais, tendo em vista que a criação desses espaços restringe a ocupação irregular do solo. — explica a pasta.

A conservação dos espaços naturais também contribui para manter as paisagens de Florianópolis preservadas. Esse movimento é importante devido a capital ser reconhecida internacionalmente pelas suas belezas naturais e a possibilidade de atividades diferenciadas ao ar livre.

— Ecoturismo, praias, morros, cachoeiras, trilhas, fauna e flora; grande parte desse patrimônio está inserido em Unidades de Conservação. As ações do poder público que visam preservar essa composição fazem com que se mantenha a qualidade de vida na cidade.

Com o propósito de ilustrar a importância da manutenção dessas áreas de preservação, a prefeitura municipal trabalha com o Departamento de Educação Ambiental e o Departamento de Unidades de Conservação da Fundação Municipal do Meio Ambiente de Florianópolis (Floram) em campanhas de conscientização.

Melhorias para o turismo

O novo mapa físico e político também apontou melhorias na preservação e manutenção das trilhas. É o primeiro de Florianópolis, aponta o Diretor, que traz todas as trilhas e caminhos reconhecidos pela Lei Municipal 5979/2002, que menciona o tema. Esses espaços são democráticos e permitem o livre acesso da população da Ilha e de turistas. A Prefeitura de Florianópolis tem um programa próprio para esta temática, o Programa Roteiros do Ambiente.

— A busca pela visibilidade desses espaços legalmente reconhecidos na legislação, amplia o conhecimento das pessoas e assim favorecem seu uso. As trilhas e caminhos atualmente são espaços de esporte e lazer, porém trazem consigo um conteúdo histórico enorme. Antigamente eram por esses locais que ocorria o deslocamento de pessoas, cargas, mercadorias na Ilha.

Muito mais do que um caminho para se exercitar ou apreciar a vista, essas trilhas contam a história de Florianópolis, mantendo a cultura e a alma da cidade viva para quem transita por elas.

— Ao percorrer algumas dessas trilhas ilustradas no novo mapa, é possível verificar ruínas de casarões antigos, engenhos, belíssimas paisagens e com um importante destaque da geodiversidade, com formações de relevo que fazem com que cada trilha e caminho tenha uma característica singular — finaliza.

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