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Pandemia

Florianópolis está na lista de 12 capitais em nível de emergência por aumento de casos de coronavírus

Ministério da Saúde adota classificação quando os índices ficam 50% acima da média nacional

14/04/2020 - 05h15 - Atualizada em: 14/04/2020 - 08h04

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Folhapress
Por Folhapress
Florianópolis aparece na lista de capitais em emergência pela alta incidência de casos de coronavírus
Florianópolis aparece na lista de capitais em emergência pela alta incidência de casos de coronavírus
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Florianópolis está na lista de 12 capitais do Brasil que possuem taxas de incidência de casos do novo coronavírus, padrão que considera o volume de casos pela população, em patamar que indica uma situação de emergência. O Ministério da Saúde adota essa classificação quando os índices ficam 50% acima da média nacional, hoje (13) de 111 casos para 1 milhão de habitantes, o que indica um alerta devido ao aumento de casos da Covid-19.

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- Dividimos essa incidência em três partes, como um sinal de trânsito. Em vermelho, é um alerta, pare, interrompa - disse o secretário de vigilância em saúde do ministério, Wanderson Oliveira, em referência a medidas de distanciamento social e redução de circulação recomendadas nestes casos.

Com aproximadamente 480.000 habitantes, Florianópolis tem 1 caso para cada 2.400 pessoas.

Entre as cidades, a pior situação é de Fortaleza, que registra 573 casos a cada 1 milhão de habitantes. Em seguida, está São Paulo, com 518 casos na mesma proporção, e Manaus, com 482. Também entram na lista as cidades de Macapá, Florianópolis, Recife, São Luís, Rio de Janeiro, Vitória, Porto Alegre, Brasília e Boa Vista.

- Significa que temos que aumentar a atenção esses lugares - afirmou Oliveira.

Até o momento, o novo coronavírus já consumiu ao menos R$ 12 bilhões de recursos do Sistema Único de Saúde no país.

- Isso é o que o Ministério da Saúde já empenhou, transferiu para estados e municípios e recursos que nós estamos fazendo aquisições para transferência para todos os estados - disse o secretário-executivo João Gabbardo, em entrevista coletiva.

Gabbardo informou que parte expressiva desse montante se refere aos valores repassados para estados e municípios, em torno de R$ 5 bilhões - SC recebeu R$ 44 milhões. O secretário-executivo rebateu críticas a respeito dos critérios usados pelo Ministério da Saúde para dividir os recursos. Alguns municípios e estados mais atingidos, de acordo com o secretário-executivo, reclamam do fato de que mesmo localidades em estágio inicial do surto ou sem casos confirmados, também recebam os repasses, disse o secretário.

Nossa intenção foi repassar recursos para todos, para que todos, mesmo ainda não tendo casos, possam estar com a sua situação financeira equilibrada e em condições de fazer as aquisições dos insumos necessários. Quem não tem ainda pacientes confirmados, na semana que vem pode ter, daqui duas semanas vai ter.

Número de casos e estrutura

Nos últimos dias, o aumento acelerado de casos fez o Ministério da Saúde enviar uma carga de 60 respiradores para Fortaleza, Manaus e Macapá. A escolha das cidades ocorreu com base em dados do volume de casos para a população e também da estrutura disponível na rede de saúde para atendimento, informou a pasta.

Na segunda (13), em novas medidas de reforço, a pasta anunciou o envio de membros da Força Nacional do SUS, composta por profissionais de saúde com experiência para atuar em situações de emergência, a Manaus. A equipe será composta por enfermeiros e sete médicos.

O secretário de vigilância em saúde, Wanderson Oliveira, disse não ser possível afirmar que todas as regiões terão impacto semelhante ao ocorrido em Manaus. Ele fez um apelo para que gestores locais tentem modelar recomendações de distanciamento social de acordo com a estrutura disponível.

Neste sentido, a pasta trouxe um comparativo de medidas de distanciamento social em quatro capitais com dados de incidência e ocupação de leitos.

Entre os exemplos, está Recife, que tem índice acima de 50% da taxa nacional e 90 a 95% da capacidade instalada. Neste caso, há necessidade de distanciamento social ampliado, quando a recomendação de evitar a circulação vale para toda a população. Já em Curitiba, onde a incidência ainda não está em nível de emergência, mas de alerta, e 58% dos leitos de UTI estão ocupados, a recomendação é de distanciamento seletivo, focado sobretudo em grupos mais vulneráveis, como idosos e pessoas com doenças crônicas.

- Manaus, Fortaleza, mas não podemos baixar a guarda, tem vários lugares que ainda não conseguiram implementar leitos suplementares - completou.

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