Incluída no programa Gás do Povo no final de janeiro, Florianópolis tem a quinta maior proporção de famílias chefiadas por mulheres entre todas as capitais de estados brasileiros. O programa do governo federal foi sancionado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) na semana passada e já está em vigor em todas as capitais desde o final do mês passado, quando ocorreu a segunda fase de implantação. Em março, a expectativa é de que inicie a terceira fase de implementação, com a inclusão de todos os municípios brasileiros.

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Florianópolis tem 7.640 famílias contempladas com o benefício, que prevê recargas gratuitas de botijão de gás ao longo do ano em revendas credenciadas. O número de recargas varia conforme o tamanho da família, mas vai de três a seis botijões anuais. O número de famílias atendidas na capital catarinense é quase o triplo dos que recebiam o antigo Auxílio-Gás, que atendia 2.765 famílias em Florianópolis em dezembro de 2025, último dado disponível no painel do Ministério de Desenvolvimento Social.

Programa inclui todas as capitais desde fim de janeiro

Do total de famílias atendidas em Florianópolis, 7.244 são chefiadas por mulheres. O número corresponde a um percentual de 94,82%, acima da média nacional de 93,88% e quinta maior entre todas as capitais do país.

A presença de mulheres como chefes de família entre os atendidos pelo Vale-Gás em Florianópolis só fica atrás de Cuiabá, no Mato Grosso (96,11%), Campo Grande, no Mato Grosso do Sul (95,98%), Palmas, no Tocantins (95,69%) e Brasília, no Distrito Federal, 95,61%. Os números são referentes a janeiro e foram divulgados pelo Ministério do Desenvolvimento Social.

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Como é o novo programa

Segundo dados do governo federal, quando for implantado em todas as cidades o programa Gás do Povo deve beneficiar aproximadamente 179 mil famílias em SC e 15,5 milhões de famílias em todo o Brasil. O Auxílio-Gás, ainda existente, beneficiou 4,4 milhões de famílias em dezembro de 2025.

Pelo novo programa, o governo deixaria de fazer repasses em dinheiro e entregaria diretamente o gás ao beneficiário. A projeção é que sejam entregues 65 milhões de botijões por ano, a custo estimado de R$ 3,5 milhões em 2025.

Terão direito ao programa famílias inscritas no Cadastro Único (CadÚnico), com renda per capita de até meio salário mínimo — o que equivale a R$ 759. A prioridade será para as famílias que recebem Bolsa Família.

Entre as vantagens também estariam a redução da dependência de lenha, que causa doenças respiratórias e geram poluentes tóxicos, além do risco de acidentes.

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