A Polícia Civil conseguiu entender a motivação do assassinato de Murilo Viana Cella, o jovem de 18 anos morto com tiros na cabeça em uma rua do bairro Vorstadt, em Blumenau, no mês passado. Uma fofoca de que ele seria informante da polícia e uma ameaça teriam sido suficientes para que os seis suspeitos armassem uma emboscada. Três garotas e três rapazes foram indiciados por homicídio qualificado, sendo que dois foram presos nesta quarta-feira (15).
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Conforme o delegado responsável pela investigação, Bruno Fernando, tanto Murilo quanto os suspeitos são da região de Balneário Camboriú. Dois deles, que são irmãos, vieram para Blumenau a trabalho e, durante uma confraternização com os amigos em um imóvel no Vorstadt, passaram a falar da vítima. Duas garotas, que dividiam aluguel com Murilo em Balneário Camboriú, contaram que o rapaz era informante da polícia na cidade.
Os três rapazes, que já estavam “de marcação” com Murilo por ele ter ameaçado de morte o amigo de um deles, decidiram resolver a questão. Um dos suspeitos tem ligação com o crime organizado. Em um plano improvisado, Murilo foi convidado para a confraternização naquela noite e, depois de horas juntos, simulando que buscariam mais bebidas, todos saíram em direção à conveniência.
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Três foram presos após o assassinato de Murilo
No caminho, Murilo foi baleado várias vezes por um dos garotos. O corpo foi encontrado caído ao chão, perto das 2h. Na manhã seguinte, a Polícia Militar localizou e prendeu duas meninas e um dos jovens, que foi indicado como autor dos disparos.
Após as investigações, a Polícia Civil prendeu preventivamente nesta quarta a terceira jovem suspeita, que estava em Barra Velha. Foi ela quem teria convidado Murilo para ir até Blumenau. O outro envolvido com mandado ativo já estava preso por tráfico de drogas e o sexto suspeito, irmão do atirador, segue foragido.
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Inquérito foi finalizado
Os integrantes do grupo têm de 18 a 25 anos. Imagens de câmeras de monitoramento flagraram o momento em que eles saem do conjunto habitacional para “comprar mais bebidas”. Depoimentos e exames periciais também ajudaram Bruno e equipe a entender a cronologia do crime.
Presos, os suspeitos devem responder por homicídio qualificado por motivo torpe e mediante emboscada, integrar organização criminosa e posse irregular de arma de fogo com numeração suprimida. Concluído, o inquérito foi encaminhado ao Ministério Público.
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