O oceanógrafo Charles Gorri, de 57 anos, segue desaparecido. Ele foi visto pela última vez há oito dias na região do Rio Tavares, no Sul de Florianópolis. Na tarde desta quarta-feira (15), a Equipe do Grupamento de Busca e Salvamento do Corpo de Bombeiros Militar e a Polícia Civil se reuniram para compartilhar informações sobre o caso.
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Na quarta-feira, o Corpo de Bombeiros Militar informou que a equipe estava empenhada nas buscas pelo oceanógrafo. Entretanto, nesta quinta-feira (16), a guarnição explicou que a equipe está todos os dias atualizando as informações do caso”, mas que não há buscas pelos bombeiros até o momento. Isso porque “ainda não há elementos que indiquem se tratar de uma ocorrência de busca”.
Já a Polícia Civil informou que o caso foi registrado no dia 10 de outubro, com a Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD) realizando diligências para encontrar o homem, e que estão sendo analisadas imagens de câmeras de monitoramento.
O sumiço do norte-americano mobilizou a comunidade e gerou homenagens nas redes sociais. No começo desta semana, buscas por drone foram realizadas por amigos e conhecidos de Charles.
Charles é natural de Detroit, nos Estados Unidos, mas foi radicado no Brasil ainda na infância. O educador ambiental é conhecido no Sul da Ilha, fala português fluente e é querido entre os moradores da região. Como guia de trilhas, Charles levava escolas para expedições.
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Quem é o oceanógrafo desaparecido em Florianópolis?
De acordo com informações da Acapra de Florianópolis, o oceanógrafo era apoiador da defesa do berçário das baleias francas em Santa Catarina. Além disso, atuou na elaboração do parecer contra o turismo embarcado.
“Amado por todos, Charles fazia um trabalho incrível com crianças, levando escolas para trilhas pedagógicas no Sul da Ilha. Apoiador da defesa do berçário das baleias franca em SC, foi um dos pesquisadores que elaborou parecer, que embasou o pedido de permanência da suspensão do turismo embarcado. Pedimos que a sua imagem seja divulgada nos grupos de WhatsApp e redes sociais”, publicou a instituição nas redes sociais.
Desaparecimento
De acordo com familiares, o guia de trilhas usava uma jaqueta cinza impermeável, calça cinza-escuro, blusa xadrez vermelha e preta, bota verde e carregava uma mochila cinza com capa de chuva marrom quando desapareceu.
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O último sinal do celular dele foi registrado na Servidão Quadros, no Rio Tavares, na terça-feira (7). A família do oceanógrafo foi até o local, mas não encontrou o aparelho nem outros sinais da presença dele. A família ficou preocupada com o desaparecimento quando Charles não retornou à casa da irmã, na Armação, onde ficaria hospedado.
Quem tiver informações a respeito do paradeiro de Charles pode entrar em contato com a polícia através dos telefones (48) 3665-4715, (48) 99156-8264 e (48) 98843-3152.
*Sob supervisão de Luana Amorim
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