Uma descoberta fóssil na Etiópia está levando cientistas a rever a história da evolução humana. A mandíbula de 2,6 milhões de anos pertence ao Paranthropus, um antigo hominídeo que viveu lado a lado com nossos ancestrais.
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Antes considerado um grupo limitado, o Paranthropus agora aparece como uma espécie capaz de se adaptar a diferentes ambientes africanos.
Publicado na revista Nature em janeiro de 2026, o estudo indica que a evolução humana foi marcada por concorrência e diversidade, e não por um único caminho inevitável.
Entendendo quem foi o Paranthropus
O Paranthropus foi um hominídeo africano que existiu entre aproximadamente 2,7 milhões e 1 milhão de anos atrás. Ele não faz parte da linhagem direta dos humanos, mas pertence à mesma grande família evolutiva.
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Sua aparência robusta, especialmente no rosto e nos dentes, sempre chamou a atenção dos pesquisadores. Esses traços sugerem adaptações específicas ao ambiente em que vivia.
Durante décadas, essas características foram vistas como sinais de especialização extrema. Agora, novas evidências indicam que essa conclusão pode estar incompleta.
Uma localização que surpreendeu
A mandíbula foi encontrada na região de Afar, no norte da Etiópia, muito além do território onde fósseis da espécie costumavam aparecer. Essa distância muda o entendimento sobre sua distribuição.
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Até então, o Paranthropus era associado a áreas limitadas do leste africano. O novo achado sugere uma presença muito mais ampla pelo continente.
Essa expansão geográfica indica que a espécie conseguiu lidar com condições ambientais variadas, algo antes atribuído apenas ao gênero Homo.
Dentes fortes, ideias frágeis
O apelido de hominídeo quebra-nozes nasceu da força da mandíbula e do tamanho dos molares do Paranthropus. Por muito tempo, isso foi associado a uma dieta pouco diversa.
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Essa visão sustentava a ideia de que a espécie não conseguiu se adaptar a mudanças no ambiente. A extinção, nesse cenário, parecia inevitável.
As análises modernas, feitas com tomografia de alta resolução, mostram um sistema eficiente, sugerindo flexibilidade alimentar e capacidade de resposta a desafios ecológicos.
A evolução não escolheu rápido
A idade da mandíbula faz dela um dos registros mais antigos do Paranthropus. Isso levanta novas questões sobre como diferentes hominídeos coexistiram no passado.
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A descoberta reforça que a evolução humana foi um processo complexo, com múltiplos grupos tentando sobreviver ao mesmo tempo.
Compreender essa dinâmica ajuda a explicar por que a adaptação foi tão importante quanto a inteligência no caminho que levou aos humanos modernos.
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