Em 295 dias, mulheres vão correr por todos os municípios de Santa Catarina. O objetivo é mostrar os pontos turísticos das cidades catarinenses e incentivar outras pessoas na prática da atividade física. A proposta faz parte do Catarina Running, um desafio que teve início em 20 de março, e foi idealizado pelo professor de educação física Ricardo Polidoro, junto com as alunas Caroline Moraes e Eduarda Nery. 

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Segundo Ricardo, a ideia surgiu quando ele estava correndo na praia junto com Caroline. O professor de Educação Física começou a questionar o que motiva uma pessoa acordar às 4h30 para praticar a atividade física e qual seria a realidade nos diferentes municípios de Santa Catarina. 

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— É a praia? É o ambiente? É o calçadão? É ver mais pessoas correndo ou é um vídeo que a pessoa assiste na rede social e acaba motivando outra pessoa a correr? Será que essa inspiração, será que é isso que motiva? […]  A gente sabe que em algumas cidades tem uma, duas, três pessoas que correm, cidades pequenas, mas o que que motiva aquela pessoa a correr? — questiona Ricardo. 

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E foi com o objetivo de entender a realidade das corredoras de rua das cidades catarinenses que surgiu o Catarina Running. O projeto conta com o apoio de uma assessoria esportiva, que contribui com o fornecimento de um professor de educação física e um nutricionista para as participantes. 

— Para caso tivesse aluna de alguma cidade que estivesse iniciando, porque não adianta lançar um projeto sem ter responsabilidade. Não é simplesmente colocar um tênis e sair correndo — conta. 

Confira as fotos do Catarina Running

295 cidades em 295 dias

Conforme Ricardo, cada participante representa uma cidade de Santa Catarina no desafio. A proposta é que as voluntárias corram 5 quilômetros e mostrem, em um vídeo, os principais pontos turísticos do município, além de falar sobre o que a motivou a começar a correr. 

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— Correr durante um minuto e tentar demonstrar a cultura, falar um pouco sobre a cidade, sobre a corrida na vida daquela. Esse é o desafio […]. Cada corredora demonstra a cidade dela em um minuto com os olhos, com as pernas e com o coração — conta o professor.

Os registros são compartilhados nas redes sociais do Catarina Running uma vez por dia.

Cinthia Andruchak Freitas, de 40 anos, é uma das participantes do desafio. Representando Florianópolis, a jornalista foi uma das primeiras pessoas a ser convidada para participar do projeto “difícil, mas não impossível”, como ela menciona.  

— Como já tenho um perfil no Instagram voltado para corridas, achei que tinha tudo a ver com meu objetivo nesta rede social e que poderia contribuir — conta Cinthia. 

Corredora há 15 anos, a voluntária começou com a prática do esporte por recomendações do cardiologista. Ao longo dos anos, ela já participou de uma maratona (42 quilômetros), uma ultramaratona (52 quilômetros) e meias maratonas (21 quilômetros). 

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— A corrida é inclusiva e vejo que, para muitas mulheres, também é uma atividade que traz autoconfiança, melhora a autoestima e mostra que não temos limites. Podemos chegar aonde quisermos — diz. 

Natural do Rio do Sul, no Alto Vale, Kátia Regina, de 58 anos, também é uma das voluntárias do Catarina Running. Ela conta que conheceu o projeto pelas redes sociais e entrou para o desafio após o convite de uma amiga. 

— Vejo que esse é um movimento que não é de uma pessoa, que não é de um grupo, é um movimento de 295 mulheres que tem como propósito motivar e incentivar outras mulheres a buscarem, na atividade física, uma maneira de ter uma qualidade de vida melhor. Uma maneira de encontrar uma possibilidade de auto desafio, de auto reflexão, de conseguirem se libertar e entender que a corrida de rua se dá num tempo e num espaço democrático — conta Kátia.  

O desafio tem data para acabar: março de 2025. Segundo Ricardo, a última corrida deve acontecer junto com o festival de balonismo de Praia Grande, no Sul de Santa Catarina, durante o momento que os balões estiverem no ar.

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Veja o vídeo do Catarina Running em Florianópolis

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