Um francês que estava no cruzeiro MV Hondius, foco de um surto de hantavírus, está com sintomas da doença após ser repatriado neste domingo (10). A informação é do primeiro-ministro francês, Sébastien Lecornu, que afirmou, em uma rede social, que o grupo com outros quatro franceses, também repatriados no mesmo voo de retorno à França, foi colocado em “isolamento rigoroso”.
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Na postagem, o premiê não detalhou quais os sintomas apresentados pelo francês, mas disse que ele e o grupo “estão recebendo cuidados médicos e serão submetidos a testes e a um balanço sanitário“.
Cinq de nos compatriotes présents sur le MV Hondius, foyer d’infection à Hantavirus, ont été rapatriés sur le territoire national. L’un d’entre eux a présenté des symptômes dans l’avion de rapatriement.
— Sébastien Lecornu (@SebLecornu) May 10, 2026
Aussi, ces cinq passagers ont tout de suite été placés en isolement strict…
Segundo o primeiro ministro, um decreto com medidas de isolamento para contatos próximos deve ser assinado em breve.
Evacuações de passageiros e tripulantes do cruzeiro
A repatriação dos franceses faz parte de uma série de evacuações dos 150 passageiros e tripulantes do cruzeiro, que iniciou na manhã deste domingo. Os passageiros vão para os Países Baixos, Canadá, Turquia, Reino Unido, Irlanda e Estados Unidos
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Segundo a Organização Mundial da Saúde, todos os ocupantes do cruzeiro, no mar desde o dia 1º de abril, quando saiu do Ushuaia, na Argentina, são considerados “contatos de alto risco” e vão ser monitorados por 42 dias.
O que é o hantavírus?
Segundo a Diretoria de Vigilância Epidemiológica (Dive) de Santa Catarina, a hantavirose é uma síndrome febril aguda e os sintomas iniciais são semelhantes aos de outras doenças febris agudas, como leptospirose e dengue. Os sintomas são febre, mialgia, dor nas articulações, dor de cabeça, dor lombar e abdominal e sintomas gastrointestinais.
Como se contrai o hantavírus?
A doença é contraída, principalmente, pelo ar. Isso porque a urina, fezes e saliva de roedores silvestres infectados pelo vírus geram aerossóis que, se em contato com humanos, podem transmitir a doença.
Os roedores silvestres conhecidos como rato da mata, Akodon sp, e ratinho do arroz, Oligoryzomys sp, diferenciam-se dos roedores maiores encontrados mais frequentemente em ambientes urbanos, como a ratazana e o rato de telhado.
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A Dive explica que são roedores de pequeno porte — o macho adulto chega a 25 gramas — e vivem preferencialmente próximos a plantações, principalmente de grãos, mas podem também ser encontrados em ambientes periurbanos. A cor da pelagem pode ser avermelhada, cinza ou até cor de terra.

