Um casal de empresários de Joinville, no Norte catarinense, foi preso na manhã desta terça-feira (2) suspeito de ter sido beneficiário de aproximadamente R$ 6 milhões da fraude que desviou, ao todo, R$ 8.090.788,91 da empresa de suplementos Growth Supplements, uma das maiores do setor do país, que tem sede em Tijucas, na Grande Florianópolis.
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Conforme o delegado responsável pelo caso, Jeferson Alessandro Prado Costa, o casal preso participou diretamente dos desvios, sendo beneficiado por R$ 6 milhões por meio de empresas de fachada e o uso de nomes de terceiros para abertura de negócios e contas bancárias.
A prisão faz parte da segunda fase da Operação Supply Chain, deflagrada nesta terça-feira (2), que analisou as provas coletadas durante a primeira fase, realizada em outubro de 2025. Segundo a Polícia Civil, o material apreendido revelou que o principal investigado, um ex-funcionário da empresa, continuou praticando atos de lavagem de capitais.
O NSC Total entrou em contato com a Growth Supplements, mas não recebeu retorno até a publicação desta matéria.
Veja fotos da Operação Supply Chain
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Esposa era usada como “laranja”
Segundo a investigação, esse homem usava contas bancárias de outras pessoas, como a da esposa dele, plataformas de apostas esportivas para burlar bloqueios judiciais e blindar o dinheiro, e transações envolvendo imóveis de alto padrão em Itapema, Porto Belo, Piçarras e Tijucas para integrar o dinheiro ilícito ao sistema financeiro. Ele e a esposa, que ostentavam um padrão de vida luxuoso, com viagens internacionais e joias, também foram presos em Piçarras.
Dessa forma, ao todo foram presas quatro pessoas, com sete mandados de busca e apreensão também sendo cumpridos.
A Justiça também autorizou o bloqueio de bens como imóveis de luxo, apartamentos e casas de alto padrão em Itapema, Porto Belo e Piçarras, veículos de marcas premium e utilitários como Land Rover Evoque, Jeep Compass, e Jeep Commander, e ativos financeiros, além do bloqueio de contas bancárias, contas de investimentos e saldos em plataformas de apostas.
Como a fraude foi identificada
Na primeira fase da operação, ainda em 2025, foi identificado pela Polícia Civil que o desvio ocorreu, primeiramente, entre os dias 29 de julho e 16 de agosto de 2024. O esquema consistia na realização de pagamentos a um grupo de empresas que não possuíam qualquer vínculo com a empresa vítima dos desvios. Os valores teriam sido utilizados na compra de imóveis, carros de luxo, joias, entre outros itens.
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As movimentações financeiras passavam por intermediadoras de pagamento e por diversas contas, em um processo de triangulação, para dificultar o rastreamento da origem e do destino dos valores. Junto desse processo, havia o fracionamento de operações, com várias transações menores em vez de uma grande, para não chamar atenção.
À época, a operação cumpriu 11 mandados de busca e apreensão nos endereços dos suspeitos e das empresas envolvidas em Tijucas, Navegantes, Itajaí, Araquari, Curitiba (PR) e Londrina (PR), mas ninguém havia sido preso. Os suspeitos são investigados pelos crimes de estelionato, furto mediante fraude, associação criminosa e lavagem de dinheiro.






