Frigorífico interditado usava corante e até soja para adulterar carnes em SC, revela operação

Ação de órgãos de fiscalização interditou frigorífico e lacrou depósito após identificação de produtos impróprios para consumo em Coronel Freitas e Chapecó

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frigorífico interditado em Coronel Freitas e Chapecó

Frigorífico é interditado após suspeita de fraude e uso de produtos vencidos em Coronel Freitas (Foto: Polícia Civil, Divulgação)

Uma operação conjunta interditou um frigorífico em Coronel Freitas, no Oeste de Santa Catarina, durante ação que apura suspeitas de fraude alimentar e irregularidades sanitárias. A ofensiva também cumpriu mandados de busca e apreensão em um depósito de uma distribuidora de carnes ligada à empresa, localizado em Chapecó. O fato ocorreu na terça-feira (31), mas só foi divulgado nesta segunda-feira (6).

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De acordo com os órgãos envolvidos, o objetivo foi apurar denúncias de irregularidades que poderiam comprometer a cadeia produtiva e a segurança alimentar, especialmente relacionadas à possível adulteração de carne moída produzida e comercializada pelos estabelecimentos.

Durante a fiscalização no frigorífico, foram constatadas condições sanitárias consideradas inadequadas para a manipulação e o armazenamento dos produtos, além da presença de insumos impróprios para consumo, incluindo itens com prazo de validade vencido.

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Já no depósito da distribuidora, os agentes encontraram galões de corantes alimentícios vencidos, além de proteína texturizada de soja e subprodutos cárneos que, segundo a investigação, poderiam estar sendo utilizados para adulterar produtos.

Diante das irregularidades, o frigorífico foi interditado e o depósito lacrado. Amostras dos materiais apreendidos foram recolhidas para análise laboratorial, que deve auxiliar na confirmação das suspeitas.

Os proprietários não estavam nos locais durante a operação, mas foram notificados por infrações sanitárias. O Ministério Público instaurou procedimento investigatório criminal para apurar possíveis crimes contra as relações de consumo, e um aparelho celular foi apreendido.

A ação foi realizada pela Polícia Civil de Santa Catarina, por meio do Centro de Apoio Operacional de Combate aos Crimes Contra o Agronegócio (CAOAGRO), em conjunto com o Ministério Público de Santa Catarina, além de equipes da Cidasc, do MAPA e do Cidema. Segundo os órgãos, a atuação integrada reforça o compromisso com a segurança dos alimentos e a proteção dos consumidores.

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