Uma empresa de Joinville desenvolveu a primeira embalagem térmica para o transporte de uma das frutas mais consumidas no Brasil: o maracujá, o terceiro fruto que mais gera valor para Santa Catarina. O objetivo é conservar as características da fruta durante o transporte, que sai de cidades como Araquari, por exemplo, e segue para diversas regiões brasileiras.

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A empresa responsável pela inovação é a Termotécnica, referência em produção de embalagens de Poliestireno Expandido (EPS, também conhecido como Isopor). De acordo com com a companhia, garantir o frescor, sabor e qualidade dos produtos da horticultura até a mesa do consumidor é um desafio constante.

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Como conservadora térmica foi desenvolvida

A conservadora térmica, da linha DaColheita, promete trazer ganhos significativos à cadeia logística da fruta, fomentando o cultivo e trazendo benefícios para mil famílias que vivem da plantação do maracujá em Santa Catarina.

O produto foi desenvolvido com base nas especificidades do maracujá, para preservar melhor a fruta. Conforme a Termotécnica, o EPS é um material leve, composto por 98% de ar, que oferece alta capacidade de isolamento térmico.

O EPS funciona como uma “câmara fria portátil”, mantendo a temperatura dos produtos estável durante o transporte e armazenamento. Isso evita a degradação precoce causada pelo calor e reduz o ritmo do amadurecimento e envelhecimento dos alimentos.

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Maracujá em SC

Além disso, a Termotécnica afirma que já vem trabalhando em estudos para melhor atender as necessidades dos produtores catarinenses, como o maracujá, que é a décima fruta mais importante para a economia do país, além de ser a 12ª mais consumida no Brasil.

A safra 2024/2025 do maracujá encerrou, em Santa Catarina, com estimativa de produção de 56,8 mil toneladas. A média da produtividade dos pomares ficou em 28,4 toneladas por hectare, enquanto na safra anterior chegou a 22,5 t/ha.

No ano passado, a safra foi considerada boa, mesmo diante de um período de estiagem. Então, segundo a Empresa de Pesquisa Agropecuária e Extensão Rural de Santa Catarina (Epagri), em 2026 é possível que a safra supere esses valores.