O agronegócio catarinense registrou números inéditos na série histórica. O Valor da Produção Agropecuária (VPA) atingiu o recorde histórico, consolidando a força de Santa Catarina no setor. E parte desse recorde se deve à Serra Catarinense. 

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Os dados foram divulgados na 46ª edição da Síntese Anual da Agricultura de Santa Catarina, publicada pelo Centro de Socioeconomia e Planejamento Agrícola (Epagri/Cepa) no início de junho.

A maçã catarinense apresentou recuperação de 27,9% na safra 2025/26. A região serrana é responsável pela maior parte da produção de maçã do Estado, com a maior concentração localizada na cidade de Lages, um total 83,2%. Santa Catarina é o estado com a maior área de cultivo de maçã no país e em 2025 foi o segundo estado que mais produziu.

A safra anterior foi marcada por oscilações ao longo do ciclo produtivo e comercial, influenciadas por diversos fatores como condições climáticas adversas e variações na oferta e demanda. O volume de produção foi menor, mas manteve a qualidade dos frutos. 

Ao longo do período, foi registrada variação dos preços de acordo com oferta e demanda. A queda dos valores durante a colheita e a alta durante a entressafra mostram que o mercado é sensível à disponibilidade do produto. A transição para a safra atual tem perspectivas mais positivas quanto à qualidade e ao potencial produtivo.

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O início de 2026 foi marcado justamente por essa transição entre safras, com o início da colheita das frutas precoces. Foi observada a desvalorização da maçã Gala em função do aumento da oferta, enquanto a Fuji registrou valorização devido ao fim dos estoques da safra anterior.

Recorde histórico para o agronegócio catarinense

Em 2025, o setor de agronegócio catarinense alcançou o maior Valor da Produção Agropecuária (VPA) dos últimos anos, com R$ 75,1 bilhões, crescimento de 15,8% em relação aos R$64,8 bilhões registrados no ano anterior. Descontando a inflação, o avanço real foi de 12,5%, solidificando crescimento médio real de 4,3% ao ano na última década.  

As produções que mais contribuíram para o crescimento do VPA em 2025 foram o milho (+50,5%), o milho silagem (+46%), a maçã (+34,3%), o tabaco (+33%), os bovinos de corte (+32,6%), a soja (+24,3%) e os suínos (+20,1%).