Caroline Pauli Pautier é uma das milhares de catarinense que receberam o diagnóstico do câncer de mama nos últimos anos. E o caso dela, assim como tantos outros, só veio à tona depois de uma curiosidade comum durante um Outubro Rosa, mês de conscientização. A gestora financeira decidiu fazer um exame preventivo após ouvir sobre o tema em um evento interno da empresa onde trabalha em Itajaí.

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O ano era 2022. Caroline já aguardava uma consulta com o ginecologista, mas quando ouviu a palestrante falar sobre a função de um mastologista, procurou um profissional da área. O resultado assustou: o nódulo estava em estágio avançado. Porém, conseguiu fazer tratamento em tempo e já está curada. O acompanhamento contínuo, claro, agora faz parte da vida dela.

Com a experiência, a gestora faz questão de compartilhar o aprendizado nas palestras que continuam ocorrendo dentro da construtora CK, onde ela tem o cargo de liderança. O objetivo é incentivar outras pessoas a realizarem os exames preventivos:

— Quando alguém vem na nossa ‘casa’ e fala sobre o assunto, desperta a curiosidade. Quando decidimos investigar, percebemos que ninguém está livre desta doença — comenta.

A experiência da colaboradora é um exemplo de como campanhas de conscientização dentro das empresas podem ser determinantes para a detecção precoce de doenças como o câncer de mama, que têm até 90% de chances de cura quando identificada no início. Conforme o Instituto Nacional do Câncer (INCA), o câncer de mama é o mais incidente em mulheres no Brasil, excluídos os tumores de pele não melanoma, com taxas mais altas nas regiões Sul e Sudeste.

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Em 2024, cerca de 3,2 mil pessoas receberam o diagnóstico de câncer de mama em Santa Catarina e 170 mil mamografias foram realizadas pelo Sistema Único de Saúde (SUS). O número representa um crescimento de mais de 13% no número de exames de rastreamento desde 2022. No Estado, 1277 mulheres morreram em decorrência da doença entre janeiro de 2024 e junho de 2025. A maior parte das mortes foi de mulheres de 40 a 59 anos.