Poeta e fundador dos Novos Baianos, Luiz Galvão morreu na noite deste sábado (22), aos 87 anos. Ele estava internado no Instituto do Coração do Hospital das Clínicas da Faculdade de Medicina da USP (InCor), em São Paulo.

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A morte de Luiz Galvão, cuja causa não foi divulgada, foi confirmada por seu filho, Lahirí Galvão, e por Caetano Veloso, além da companheira de banda Baby do Brasil, todos no Instagram. “Vá em paz, meu papai!”, escreveu o filho.

Baby do Brasil afirmou que nos últimos anos ele enfrentou diversos problemas de saúde, e também escreveu sobre sua relação com o artista. “Vivemos tantos anos juntos, em grupo, morando no sítio Cantinho do Vovô, na Cobertura de Botafogo e, em outros endereços. Totalizamos dez anos de vida juntos. Tivemos esse privilégio, de estarmos sob o mesmo teto, vivendo uma experiência única e intransferível.”

Ela se lembrou de músicas que ele escreveu para que ela cantasse, como “A Menina Dança” e “Tinindo e Trincando”, duas das mais conhecidas na voz da cantora. “Nos tornamos uma família, desde 1969, quando começamos. Investimos com extrema dedicação no propósito de fazermos uma música, genuína, com as melhores influências de todos e, de todos os tempos e sobretudo brasileiríssima!”

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Caetano Veloso, que compôs com Galvão a música “O Farol da Barra”, também se despediu do amigo. “Galvão criou e liderou o grupo Novos Baianos, acontecimento que se coloca entre os que mudaram o rumo da história do Brasil. Sendo de Juazeiro, atraiu João Gilberto para a casa coletiva em que viviam os membros do grupo. E isso definiu o caminho rico que se pode resumir no álbum Acabou Chorare mas que se desdobrou em muito mais. Vamos sentir saudade dele – e também celebrar a peculiaridade de sua pessoa.”

Nascido em Juazeiro, na Bahia, Luiz Galvão se juntou em 1969 aos amigos Moraes Moreira e Paulinho Boca de Cantor para formar os Novos Baianos, um dos grupos mais importantes e criativos da música brasileira. Eles depois incorporaram Pepeu Gomes e Baby do Brasil.

Galvão foi autor das letras da maioria das músicas gravadas pela banda, entre elas clássicos como “Preta Pretinha”, “Mistério do Planeta” e “Acabou Chorare”, estas musicadas pelo parceiro Moraes Moreira.

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