O Complexo Penitenciário do Estado (Cope) fica em uma região afastada da SC-281, a rodovia que corta o município de São Pedro de Alcântara, na Grande Florianópolis, e, portanto, não recebe tantas pessoas em seu entorno. No entanto, quem passa por perto até consegue ouvir, de vez em quando, um som considerado incomum para um presídio. É o grasnido dos gansos que vivem no local há 17 anos.
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Os animais estão no complexo desde 2009 e circulam pelas mediações do espaço, onde há grama. Na época em que chegaram ao local, eles até eram usados como se fossem “vigilantes”, já que o barulho que fazem quando percebem sinais de perturbação é muito alto. No entanto, com o tempo, eles deixaram de ter esse papel no local.
Veja fotos dos gansos no presídio
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Cuidado com os gansos e segurança 24h
Ao NSC Total, a secretaria de Estado de Justiça e Reintegração Social (Sejuri), responsável pela estrutura, afirmou que os gansos continuam sendo mantidos no complexo, mas que, atualmente, não há qualquer atribuição formal ou função de segurança vinculada aos animais.
Segundo a pasta, as aves permanecem sob cuidados adequados e acompanhamento compatível com os princípios de bem-estar animal. No presídio, a população carcerária passa de 1,3 mil custodiados e, para fazer a segurança do complexo, 230 policiais penais estão lotados na unidade.
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Além disso, a estrutura física também é considerada pela pasta como altamente eficaz para manter a segurança do local, com uma muralha de oito metros de altura e um sistema de videomonitoramento com mais de 380 câmeras estrategicamente distribuídas. Uma equipe exclusiva é responsável por esse monitoramento 24 horas por dia.
“A Sejuri reafirma que todas as medidas de segurança adotadas no sistema penitenciário do estado seguem critérios técnicos, protocolos institucionais e planejamento estratégico, garantindo a integridade da unidade, de seus servidores e da sociedade, com responsabilidade e profissionalismo”, completa a pasta, em nota.
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Mesmo quando eram vistos como “sentinelas”, eles também recebiam tratamento “vip”, com um açude para desfrutarem. O número de animais que estão abrigados na unidade atualmente não foi divulgado pela pasta responsável.






