O influenciador Gato Preto se tornou réu pelo crime de agressão contra a namorada, a influenciadora Bia Miranda. O Ministério Público de São Paulo enviou uma denúncia para a Justiça de São Paulo, que foi aceita. As informações são do O Globo.

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Gato Preto irá responder por lesão corporal no contexto de violência doméstica. O caso aconteceu em agosto deste ano, em um hotel de Barueri (SP). O casal teria discutido por ciúme, momento em que o influenciador teria dado um soco no rosto de Bia Miranda.

Além disso, ele teria agarrado a vítima pelo pescoço e chutado as costelas dela, enquanto ela já estava caída. Ambos teriam consumido alcoól antes da briga.

O juiz Fabio Calheiros do Nascimento, da 2ª Vara Criminal de Barueri, afirmou que a vítima sofreu lesão corporal leve “consubstanciada em escoriações e equimoses na região cervical esquerda, face à direita e várias partes do corpo”.

Funcionários do hotel em que o casal estava hospedado relataram ter ouvido sons “que chamaram a atenção” e ouviram da vítima que Gato Preto a havia agredido. Já o influenciador disse que Bia Miranda teria agredido ele primeiro, com um soco no rosto, e que “somente se defendeu do ataque dela”.

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“Mas o teor do laudo pericial torna essa versão um tanto frágil”, avaliou o juiz. O Globo busca um posicionamento da defesa do jogador.

Multas, acidente e Porsches

Na última quarta-feira (20), Gato Preto foi detido após se envolver em um acidente de carro na Avenida Brigadeiro Faria Lima, em São Paulo. O Porsche envolvido no acidente, assim como outro que ele ostenta nas redes sociais, não está no seu nome. Os veículos foram multados 24 vezes entre junho e julho. O Porsche vermelho chegou a receber três multas num único dia, incluindo uma por manobras perigosas.

Além disso, o casal promove jogos ilegais e estão sendo investigados no Rio de Janeiro. No mês passado, a polícia cumpriu mandado de busca e apreensão nos endereços de Gato Preto no Rio e na casa de Bia. Eles são investigados por exploração de jogo de azar, publicidade enganosa, estelionato, organização criminosa e lavagem de dinheiro.

Em fevereiro deste ano, os dois agrediram a jovem Milena Marinho, de 22 anos, na saída de uma casa noturna no Rio de Janeiro. A confusão teria começado porque ela e uma amiga estariam encostadas no carro do influenciador.

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Veja fotos do caso

O que dizem as defesas

A defesa de Gato Preto afirma que ele presta todo o apoio necessário às vítimas da colisão. Sobre os demais casos, os advogados dizem que trabalham para provar a inocência dele.

Bia Miranda não quis gravar entrevista e afirmou que tudo o que tem a dizer sobre o caso está em suas redes sociais.

A defesa de Bia diz que as afirmações não têm legitimidade ou veracidade. No caso da agressão no Rio, a defesa diz que ela reagiu a uma agressão injusta. No episódio de violência doméstica, os advogados afirmam que cabe às autoridades a apuração dos fatos e a adoção das medidas cabíveis. Sobre os jogos de azar ilegais, a defesa diz que Bia colabora com as investigações e que ela é inocente. Por fim, a nota afirma que Bia está dando todo apoio necessário às vítimas do acidente.

Como foi o acidente

Segundo imagens registradas em câmeras de segurança, o Porsche avançou o sinal vermelho e bateu na lateral de outro carro. É possível ver que o veículo está trafegando em alta velocidade quando atinge o Hyundai HB20, que estava na Rua Elvira Ferraz, às 6h24min. Depois, bate em um poste de semáforo.

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Uma testemunha disse à polícia que, ao descer do ônibus, flagrou o carro cometendo a irregularidade de trânsito. A testemunha disse ainda que, logo após o acidente, os assessores de Bia Miranda e Gato Preto tiraram os dois do local, bem como os pertences que estavam no veículo.

Nas redes sociais, Bia diz ter sido informada de que o HB20 teria passado no sinal vermelho, mas não sabe exatamente o que aconteceu pois estava mexendo no celular. Ela afirmou também que não deixará o motorista do outro veículo no prejuízo.

— Carro do senhorzinho […] isso aí é lixo, a gente arca com a responsabilidade. Lógico que ele não vai ficar sem. Mesmo se ele estiver errado ou certo — disse.

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