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Impact Hub Floripa

Gestor de comunidades: profissão ganha destaque diante da pandemia

Como o Impact Hub Floripa está utilizando sua experiência em gestão de comunidades para capacitar líderes em Santa Catarina e ativar ecossistemas

28/12/2020 - 13h22 - Atualizada em: 16/03/2021 - 09h37

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Estúdio
Por Estúdio NSC
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(Foto: )

Desde o início de 2020 o Impact Hub Floripa vem transformando seu conhecimento de cinco anos em gestão de comunidades localmente e mais de quinze anos a nível global em um programa robusto. O objetivo é desenvolver lideranças para fomentar e cocriar coletivamente espaços para serem referência local em inovação, empreendedorismo e impacto social. Em novembro, as primeiras alunas do curso líderes gestores de comunidades, etapa fundamental do programa, foram certificadas.

Diversas vezes nos deparamos com novas profissões surgindo no mercado de trabalho. Uma delas, a de gestor(a) de comunidades, ganhou destaque durante a pandemia pela necessidade das organizações de manter as pessoas que as seguem e consomem seus produtos e serviços engajadas - principalmente no meio digital. Era necessário manter o interesse e a conexão vivos.

Mas qual é o papel de um(a) gestor(a) de comunidade? Para Márcio Cabral, Líder de Comunidades no Impact Hub Floripa, essa pessoa é responsável pelo “desenvolvimento e manutenção das relações entre os membros através de ações intencionais de hosting (anfitriar, em português) e de facilitação de grupos: resolvendo problemas à medida que surgem, tomando decisões coletivas, colaborando efetivamente para identificar os objetivos dos membros da comunidade e ajudando-os a alcançá-los”.

Há mais de quinze anos o Impact Hub faz gestão de comunidades globalmente e desde 2015 está em Florianópolis colocando esse conhecimento a serviço do ecossistema. Toda essa experiência despertou interesse em outras organizações, como a Weber Empreendimentos Imobiliários e a Strive, que fizeram um convite para levar a metodologia para seus mais novos pólos de inovação do sul de Santa Catarina. E assim aconteceu.

Com a criação do programa Ecoa: Ativação de Comunidades Vibrantes, as duas empresas construíram juntas: a seleção das futuras líderes gestoras de comunidades; o curso que as capacitaria e definiria o futuro espaço físico a ser ativado; o desenho do modelo de negócio baseado em gestão de comunidades que seria adotado; e as mentorias que garantiriam o sucesso da iniciativa e parceria.

As três primeiras Gestoras de Comunidades foram certificadas em novembro, após cinco meses de muito conteúdo e experimentação.

— Participar do programa Ecoa: Ativação de Comunidades Vibrantes e, principalmente, do curso Líderes Gestores de Comunidades, foi totalmente diferente de tudo que já havia feito. Ver os conceitos aplicados na prática de gestão de comunidades, as conexões se formando e conhecendo pessoas diferentes de todo o sul do Estado, tem sido totalmente único e especial — disse Flávia Conti, uma das certificadas.

Comunidades geralmente possuem algum ponto de encontro físico, mas a pandemia reforçou a possibilidade e a necessidade desses encontros serem virtuais e até mesmo híbridos. É o que conta Elisa Figueiroa, também certificada pelo programa:

— É desafiador engajar uma comunidade online, até porque a maioria dos modelos de negócios que conhecemos hoje e que são baseados em gestão de comunidades um dia tiveram algum espaço físico. Nós começamos diretamente pelo online e olhamos tanto para o digital quanto o presencial em nossas atividades, buscando a melhor experiência para os membros — diz.

Martina Seibel, aluna certificada do curso, complementa: — Apesar de ser um grande desafio, ele foi amenizado porque contamos com o suporte e experiência do Impact Hub e o apoio total da Weber Empreendimentos e Strive Design de Negócios.

A edição Ecoa do programa ainda está em andamento. Após a finalização do curso, o próximo passo é olhar em detalhes para o modelo de negócio e lançamento dos pólos de inovação em 2021, bem como continuar apoiando os parceiros nessa jornada através de mentorias direcionadas.

Além da edição Ecoa, outros dois programas na área de Ativação de Comunidades Vibrantes foram executados pelo Impact Hub Floripa no ano: um em conjunto com o Sindilojas Porto Alegre para o lançamento do novo hub de inovação da cidade - o Co.nectar Hub - e outro com o Sebrae/SC, que levou a metodologia para 12 Agentes de Desenvolvimento local de 7 cidades catarinenses.

Esse movimento de apostar em ferramentas e novas metodologias - muitas vezes através de parcerias com outras organizações - para gerar inovação e impulsionar o desenvolvimento das cidades é uma trajetória sem retorno.

— Ou você entra no caminho agora ou mais pra frente vai ser tombado por este caminho —afirma Elisa Figueiroa.

Sobre o programa Ativação de Comunidades Vibrantes

O Programa Ativação de Comunidades Vibrantes do Impact Hub Floripa tem como objetivo desenvolver lideranças para fomentar e cocriar coletivamente espaços para serem referência local em inovação, empreendedorismo e impacto social. Ele conta com quatro etapas: 1) recrutamento e seleção de líderes; 2) curso líderes gestores de comunidades; 3) codesign de espaços de inovação e convivência; 4) lançamento e acompanhamento da operação.

Sobre o Impact Hub Floripa

O Impact Hub é uma rede global de apoio a empreendedores que queiram impactar o mundo positivamente. Esse apoio se dá por meio de: espaços de trabalho compartilhados, onde esses empreendedores se encontram, trabalham, geram novos negócios e se conectam; de eventos inspiradores que geram conteúdos relevantes e promovem o networking; e de programas inovadores que buscam educar e acelerar negócios e pessoas, potencializando o desenvolvimento socioeconômico.

Sobre a Strive

Braço de inovação, empreendedorismo e tecnologia da Weber Empreendimentos, a abordagem da Strive oferece tudo o que é necessário para transformar uma ideia em um negócio inovador e rentável, desde a fase inicial até conectar grandes consultorias de inovação aos desafios corporativos das empresas de Santa Catarina e Rio Grande do Sul.

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