A Nissan, fabricante japonesa de automóveis, anunciou recentemente que irá encerrar a atuação direta da filial na Argentina. A gestão comercial e logística da montadora será transferida, medida que faz parte de um plano global de reestruturação da marca.

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Um memorando de entendimento foi assinado para transferir a gestão para os grupos locais SIMPA e Tagle. A projeção é que o Grupo SIMPA assuma 90% da nova operação de importação, enquanto o Grupo Tagle ficará com os outros 10%.

O novo modelo terá como base a importação e distribuição tercerizada, o que deve resultar em custos fixos menores e mais agilidade administrativa, vantagens diante de um cenário econômico instável.

A operação industrial da Nissan no país já passa por uma mudança estrutural há cerca de um ano. Em 2024, a fabricante encerrou a produção na fábrica de Santa Isabel, em Córdoba, de forma definitiva. A unidade montava apenas a picape Frontier, no lado da Nissan, mas ainda é usada pela Renault para montagem de outros modelos.

Na época, a justificativa para o fechamento da fábrica foram os custos da estrutura. As vendas no mercado interno argentino ficaram abaixo das projeções da matriz, e as exportações perderam competitividade diante de outras plantas globais.

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A empresa pretende começar a importar a picape Frontier do México, onde a carga tributária é menor, e o fluxo financeiro mais favorável. Dessa forma, a montadora consegue reduzir custos e manter a presença no mercado através do modelo de importação.

Por que Nissan encerrou fábrica na Argentina

O fim da atuação da filial da Nissan na Argentina integra o plano global de reestruturação da marca, chamado de “Re:Nissan”. A proposta é otimizar recursos, transferindo a complexidade operacional para parceiros locais, além de preservar a rentabilidade em mercados vistos como mais instáveis.

A transição com os novos operadores deve ser concluída entre julho e setembro desse ano. Assim, a Nissan na Argentina deixa de funcionar como uma filial independente e passa a integrar a divisão NIBU (Nissan Importers Business Unit), modelo que já foi adotado em países como Chile e Peru.

A fabricante afirma que, apesar das mudanças, que incluem um programa de demissões, o atendimento aos clientes está mantido e a rede de concessionárias segue operando normalmente. Os lançamentos e portfólios continuam mantidos, assim como os contratos de compras programados.

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*Com informações de Quatro Rodas