A montadora chinesa de carros elétricos GWM anunciou oficialmente, na terça-feira (30), a construção de sua segunda fábrica no Brasil. A nova unidade será instalada em Aracruz, no Espírito Santo, faz parte do plano de R$ 10 bilhões em investimentos da empresa no Brasil até 2032 e terá capacidade para produzir 200 mil veículos por ano.
Continua depois da publicidade
A previsão é que a fábrica entre em operação em 2029 e gere até 10 mil empregos diretos e indiretos quando estiver em pleno funcionamento. O anúncio foi feito durante cerimônia realizada nesta terça-feira (30), com a presença de executivos da montadora e representantes do governo capixaba.
A planta capixaba terá um formato inédito no país ao adotar o conceito de multienergia, o que viabiliza a montagem de modelos movidos a eletricidade, híbridos e também versões convencionais a combustão. Todos utilizando a mesma base de produção.
Continua depois da publicidade

Fábrica terá capacidade para produzir 200 mil veículos por ano
A nova unidade terá capacidade para produzir quatro vezes mais veículos do que a fábrica de Iracemápolis, no interior de São Paulo, inaugurada pela GWM em agosto de 2025.
Segundo a empresa, o primeiro modelo previsto para ser fabricado em Aracruz será o Ora 5, SUV compacto elétrico lançado recentemente no mercado brasileiro.
Continua depois da publicidade
A fábrica será construída em um terreno de 1,7 milhão de metros quadrados, localizado às margens da rodovia ES-257, em Aracruz. A unidade será do tipo greenfield, ou seja, será construída do zero.
Como é a fábrica de Iracemópolis
Investimento faz parte de plano de R$ 10 bilhões
A fábrica integra o plano de R$ 10 bilhões em investimentos da GWM no Brasil ao longo de dez anos. De acordo com a montadora, mais de R$ 4 bilhões desse montante já foram destinados à compra e adaptação da fábrica de Iracemápolis, antiga unidade da Mercedes-Benz.
Continua depois da publicidade
Segundo a empresa, Aracruz foi escolhida por fatores considerados estratégicos, como a proximidade dos principais mercados consumidores, a presença de portos para facilitar a logística de recebimento de insumos e exportação de veículos.
Até 10 mil empregos e vagas já durante a construção
A expectativa da GWM é gerar até 10 mil empregos diretos e indiretos quando a fábrica estiver em plena operação. Antes disso, durante a construção da unidade, a empresa estima a abertura de 1,5 mil a 3,5 mil postos de trabalho.
Continua depois da publicidade
Segundo o diretor de Assuntos Institucionais da GWM, Ricardo Bastos, a formação de profissionais será um dos pilares da operação no Espírito Santo.
— Por se tratar de uma operação industrial automotiva moderna e pronta para diferentes tecnologias, esperamos desenvolver oportunidades em diferentes níveis de qualificação. Isso inclui profissionais operacionais para atividades produtivas, técnicos especializados para processos industriais de maior complexidade e engenheiros que poderão apoiar tanto atividades ligadas à manufatura quanto ao desenvolvimento e adaptação de produtos para atender às necessidades do mercado.
Continua depois da publicidade
Produção também será voltada para exportação
Além de abastecer o mercado brasileiro, a fábrica de Aracruz deverá produzir veículos destinados à exportação para Argentina, México, Chile, Colômbia e Uruguai.
Segundo a GWM, a estratégia é consolidar o Brasil como uma plataforma industrial e exportadora para a América Latina.
Continua depois da publicidade
Projeto deve impulsionar nova cadeia produtiva
O governo do Espírito Santo avalia que a chegada da GWM representa um marco para a indústria automotiva no Estado.
— Queremos agregar valor à nossa economia, gerar empregos de qualidade para os capixabas e consolidar o Espírito Santo como referência para novos investimentos — afirmou o governador, Ricardo Ferraço, durante cerimônia de lançamento da fábrica.
Continua depois da publicidade
Após o lançamento oficial, o projeto seguirá para etapas como licenciamento ambiental, estudos técnicos, planejamento industrial, preparação do terreno e articulações para qualificação profissional, antes do início das obras.






