A gigante chinesa Sany vai usar um modelo industrial comum, mas pouco conhecido, para iniciar a operação de sua nova fábrica na região de Campinas, no interior de São Paulo. A unidade está prevista para começar a funcionar em 2026.
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Conhecida pela produção de equipamentos de construção pesada, a empresa aposta na montagem local como estratégia para acelerar a entrada no mercado brasileiro e se aproximar dos principais centros consumidores do país.
Como é uma fábrica da Sany por dentro
Como vai funcionar o modelo da Sany em Campinas
A operação inicial será baseada no sistema conhecido como Completely Knocked Down (CKD). Nesse modelo pouco conhecido, as máquinas chegam ao Brasil desmontadas, com peças enviadas diretamente da China, e são montadas na fábrica instalada no país.
Esse formato permite reduzir custos com impostos de importação e, ao mesmo tempo, utilizar mão de obra local. A estratégia também contribui para impulsionar a produção nacional e gerar empregos na região.
A estratégia amplamente utilizado no Brasil, especialmente no setor automotivo e de motocicletas. Marcas como BMW, Bajaj, Caoa Chery e GWM importam veículos totalmente desmontados e os montam localmente.
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Foco inicial da produção
A unidade deve começar as atividades com a montagem de caminhões e equipamentos da chamada “linha amarela”, que inclui máquinas pesadas utilizadas principalmente em obras de infraestrutura e construção civil. O termo faz referência à cor padrão desses equipamentos, associada à segurança em canteiros de obras.
Estrutura e estratégia da empresa
A escolha de Campinas leva em conta a infraestrutura e a localização estratégica da região, considerada um dos principais polos industriais e tecnológicos do Brasil.
Além de iniciar a operação com o modelo CKD, o plano da empresa prevê expansão no futuro. A ideia é começar com uma estrutura mais ágil e, posteriormente, avançar para projetos maiores no país, com possibilidade de uma fábrica mais completa.
Investimento e impacto
A chegada da nova unidade reforça o interesse de empresas globais no mercado brasileiro, especialmente em cidades do interior com forte vocação industrial.
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Entre os principais pontos do projeto estão:
- início das operações previsto para 2026
- instalação na região de Campinas
- montagem de máquinas pesadas no Brasil
- geração de empregos diretos e indiretos
- estratégia de expansão na América Latina


















