Cerca de 4,8 mil funcionários da Microsoft, uma das maiores e mais valiosas empresas de tecnologia do mundo, serão demitidos, o que representa 2,1% da força de trabalho da empresa. O anúncio foi feito nesta segunda-feira (6) e os desligamentos devem atingir principalmente a divisão responsável pelo Xbox, marca de consoles de videogame desenvolvida e comercializada pela Microsoft.

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Segundo informações divulgadas pelo g1 com base na agência de notícias Reuters, a diretora de recursos humanos da Microsoft, Amy Coleman, enviou um e-mail aos funcionários afirmando que as demissões acontecem por uma questão de “alinhamento”, mas não apontou um motivo específico.

“Estamos alinhando nosso investimento, pessoas e energia às prioridades do nosso negócio. As mudanças de hoje impactam principalmente nossas organizações Comercial e Xbox”, escreveu Amy.

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Substituição por IA?

A diretora de recursos humanos da Microsoft afirmou, também, que as demissões não serão realizadas para que os funcionários sejam substituídos por inteligência artificial. No entanto, não deixou claro se os cortes têm relação com os investimentos da empresa em IA.

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“O que é verdade é que a IA está mudando a forma como o trabalho é realizado. Algumas das tarefas que fazemos diariamente agora podem ser automatizadas, e isso significa que todos precisamos continuar aprendendo, desenvolvendo novas habilidades e nos adaptando à medida que o trabalho evolui”, escreveu Coleman.

A gigante da tecnologia tinha cerca de 220 mil funcionários antes das demissões. No Brasil, ainda não confirmação se as demissões vão afetar a sede em São Paulo.

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Plano de demissão voluntária

Em abril, um plano de demissão voluntária também foi anunciado nos Estados Unidos. Na época, 9 mil funcionários seriam elegíveis ao programa, que tinha como alvo pessoas que trabalhavam há mais tempo na empresa, que possuíam mais de 70 anos de tempo de casa e idade.

No e-mail enviado nesta segunda-feira, a executiva disse que mais mudanças podem acontecer, com outras áreas realizando “ajustes semelhantes”, mas não especificou se tratam-se de demissões.

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