O deputado federal catarinense Gilson Marques (Novo) aprovou a aliança entre o seu partido e o PL do governador Jorginho Mello para as eleições 2026 em Santa Catarina. No início de janeiro, o chefe do Executivo anunciou o nome do prefeito de Joinville, Adriano Silva, também do Novo, como vice na chapa em que tentará a reeleição ao governo de SC. O movimento selou o apoio do Novo, que até o ano passado conversava com outras legendas, como o PSD do pré-candidato João Rodrigues.
Continua depois da publicidade
Gilson Marques foi entrevistado nesta semana no podcast Café nas Eleições, do colunista da NSC, Ânderson Silva. O parlamentar comparou a aliança do Novo a um casamento, afirmou que o acordo foi definido com algumas condicionantes da legenda e explicou de que forma dele acredita que o Novo pode contribuir com um eventual segundo mandato de Jorginho Mello em SC.
— Minha preocupação é, de 2027 em diante, trazer o Adriano Silva para ter essa postura mais técnica, esses desafios que ele venceu lá, investimento, os desafios que ele venceu lá em Joinville. Trazer realmente um mandato melhor para SC, fazendo mais ou menos essa união de uma experiência antiga da “velha política”, não no tom pejorativo, mas de alguém que já está na política de longo prazo, que já tem vícios e costumes, alguns certos e alguns errados, e de um partido que surgiu agora, que fala de técnica, de ler livros, estudar, ter números, planilha de Excel, passar por seleção, trazer a experiência do mundo privado, que dá lucro, que funciona. Essa junção a gente espera que dê muito certo — avalia.
Veja fotos dos pré-candidatos ao Senado em SC
Gilson elogiou a postura do governador até o momento, que teria oferecido ao Novo ajuda com nominata e definições de estratégia de campanha.
Continua depois da publicidade
— Vai ser um casamento, e esse casamento eu não espero que seja perfeito, que sejam só flores, assim como nenhum casamento é. Então, o ideal é que no dia a dia, essas coisas sejam superadas, conversadas, e que se chegue a um bom termo, para que seja o melhor possível — apontou.
Os “pitbulls” do Novo em SC
Apesar de aprovar o casamento do Novo com o PL, Gilson Marques defendeu a independência do partido e pregou que os líderes seguem com autonomia para fazer críticas em suas bases caso discordem de rumos da política local. Embora Novo e PL estejam agora de mãos dadas para a eleição estadual, as legendas têm distanciamento em cidades como Blumenau, onde o PL venceu com Egídio Ferrari a disputa pela prefeitura contra o promotor Odair Tramontin, do Novo, em 2024, e em Joinville, onde parlamentares do PL fizeram oposição à gestão de Adriano Silva, reeleito pelo Novo e com apoio do PSD há dois anos.
— O fato de estarmos no mesmo projeto do governo do Estado não significa que eu, Gilson Marques, ou algum pitbull do Partido Novo vá se calar se ocorrer alguma coisa errada ou se não concordar. Nós defendemos a liberdade de expressão. Se ocorrer algo equivocado, errado, criminoso em qualquer que seja o órgão ou partido, enfim, eu vou ser o primeiro a denunciar, a trabalhar contra — afirmou.
Assista à entrevista na íntegra
Gilson Marques afirmou que a perspectiva do Novo para as eleições deste ano é eleger dois deputados federais, um a mais do que a legenda possui hoje no Estado, e de três a quatro deputados estaduais. A visão otimista se justifica pela presença maior do partido nas cidades catarinenses, com três prefeitos e cerca de 40 vereadores, e pelo efeito de estar na chapa favorita ao governo de SC e da possível candidatura a presidente de Romeu Zema, governador de Minas Gerais e liderança nacional do Novo.
Continua depois da publicidade
Na entrevista ao Café nas Eleições, Gilson Marques explicou que não pretende concorrer ao Senado caso haja outros três nomes de direita na disputa (Carlos Bolsonaro, Carol de Toni e Esperidião Amin), mas não descartou entrar na disputa caso algum desses nomes saia do páreo. A entrevista na íntegra você confere no player acima ou neste link.






