Um representante bancário, suspeito de cometer uma série de estelionatos, foi preso preventivamente nesta terça-feira (14), em Itapema. O homem é investigado por aplicar o “golpe do consignado” no Distrito Federal, em que usava os conhecimentos financeiros para fazer empréstimos nos nomes das vítimas, simular um erro no depósito do valor na conta e convencer a pessoa a enviar o valor recebido a uma outra instituição financeira, que pertencia a ele mesmo.

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Uma vez que fizesse isso, o estelionatário parava de responder os contatos e ficava com todo o dinheiro.

A investigação começou em dezembro do ano passado quando uma moradora de Taguatinga, no Distrito Federal, recebeu uma proposta de empréstimo consignado por telefone. Ela se interessou pela proposta, contratou o empréstimo e recebeu o dinheiro na conta em um valor menor do que o acordado, de acordo com a Polícia Civil.

Veja as mensagens do golpista

Em contato com a pessoa que fez a proposta, ela foi informada que houve um erro. Seria necessário devolver o dinheiro para a instituição financeira para receber o valor correto. Porém, quando a vítima devolveu a quantia, o estelionatário não respondia mais as tentativas de contato.

Outra vítima dele foi identificada, também no Distrito Federal, que perdeu R$ 30 mil ao aceitar uma proposta de empréstimo. Um mandado de busca e apreensão na casa do investigado também foi cumprido para que todas as vítimas do esquema sejam identificadas. A Polícia Civil do Distrito Federal atuou com apoio operacional da Polícia Civil catarinense para cumprir o mandado de prisão preventiva contra o investigado.

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Como funcionava o golpe

As investigações da Polícia Civil apontaram que o estelionatário seria um representante bancário, correspondente de ​Fintechs e morador de Itapema, que usava os conhecimentos financeiros para aplicar os golpes. O contato era feito através de mensagens, em que ele se apresentava como um “consultor autorizado” e afirmava que, “com a virada da folha e os reajustes”, a vítima teria direito a um empréstimo consignado, saldo complementar e até cartão benefício ou consignado.

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O golpista oferecia verificar a margem de saldo e uma simulação de empréstimo de forma gratuita, uma forma de fazer que a vítima compartilhasse informações e dados sensíveis, como extrato dos cartões de débito e crédito ou até de consignação. Quando a pessoa mostrava interesse e aceitava a proposta, ele fazia o empréstimo de um valor menor do que aquele combinado com a vítima.

“Tem que fazer o estorno pra que eu consiga liberar aqui o pagamento correto. Vou te mandar a chave Pix do grupo, só um momento”, escreveu o golpista em uma das mensagens divulgadas pela Polícia Civil.

Quando a vítima reclamava, ele convencia a pessoa a devolver o dinheiro a uma outra instituição financeira, que pertencia a ele mesmo, com a falsa justificativa de que o valor seria estornado por completo. Assim que a vítima fazia a transferência, ele parava de responder as mensagens e ficava com todo o dinheiro para si.

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Em outra mensagem, quando uma vítima pergunta quem garantiria o dinheiro de volta, o suspeito responde: “Você tá fazendo negócio com uma empresa séria. Não tô entendendo você”.

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