A falta de envio de informações sobre o monitoramento do ex-presidente Fernando Collor pela Secretaria de Ressocialização e Inclusão Social de Alagoas foi ocasionada pelo “desconhecimento do e-mail do gabinete do ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes”, informou o governo alagoano nesta sexta-feira (24). As informações são da Agência Brasil.

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Moraes chegou a alertar Collor sobre a possibilidade de decretar prisão preventiva para o ex-presidente, que atualmente cumpre prisão domiciliar em Maceió, depois da descoberta de que a tornozeleira de Collor ficou desligada por um dia e meio em maio, por falta de bateria, a partir de um documento do Centro de Monitoramento Eletrônico de Pessoas de Alagoas.

Por isso, Moraes deu o prazo de cinco dias para que a defesa do ex-presidente explicasse a razão do desligamento.

“Intimem-se os advogados regularmente constituídos por Fernando Affonso Collor de Mello para prestarem esclarecimentos, no prazo máximo de 5 (cinco) dias, sobre o descumprimento da medida cautelar imposta, sob pena de decretação da prisão”, determinou o ministro do STF.

Moraes também determinou que o governo de Alagoas explicasse o motivo de só ter sido informado sobre o desligamento cinco meses depois do caso.

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A secretaria respondeu, então, que os relatórios não foram enviados porque o órgão não sabia o endereço eletrônico do gabinete do ministro.

“A demora verificada decorreu exclusivamente da ausência de conhecimento prévio do e-mail institucional designado para recebimento da requisição, somada à necessária cautela administrava que rege o envio de informações oficiais. Superada a dúvida quanto à origem e à segurança da comunicação, as providências cabíveis foram imediatamente adotadas, com o envio integral dos relatórios requisitados ao e-mail”, escreveu o governo de Alagoas.

“Resta demonstrado que não houve qualquer intenção de omissão, mas, sim, zelo e observância aos procedimentos internos e à integridade da informação, em estrita observância aos princípios da legalidade e da segurança administrava”, completou.

Prisão de Collor

Fernando Collor está preso desde abril de 2025 após análise de recursos de Collor sobre uma condenação de 2023 a 8 anos e 10 meses de prisão por corrupção e lavagem de dinheiro em um processo da operação Lava Jato, com desvios na BR Distribuidora.

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A defesa dele comprovou que Collor foi diagnosticado com Parkinson em 2019, além de ter outras comorbidades como privação de sono crônica e transtorno bipolar. Com isso, ele está em prisão domiciliar, e precisa usar tornozeleira eletrônica.