A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) afirmou que foi notificada sobre o desaparecimento da cacica Etelvina Fontora, da Terra Indígena Cambirela, em Palhoça, na Grande Florianópolis. A líder indígena está desaparecida desde o dia 5 de abril.

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O órgão responsável por proteger e promover os direitos dos povos indígenas afirmou, em nota, que oficiou a Polícia Civil de Santa Catarina, a Polícia Federal de Florianópolis e o Ministério Público Federal para que tenham conhecimento e adotem medidas sobre o caso.

A Funai afirma ainda que tem prestado suporte na comunidade indígena e apoio aos familiares de Etelvina em tempo integral, através da Coordenação Regional (CR) Litoral Sul. Leia a nota na íntegra abaixo:

Confira a nota da Funai

“A Fundação Nacional dos Povos Indígenas (Funai) informa que teve ciência, no dia 07/04, do desaparecimento ocorrido na região de Palhoça (SC) e acompanha o caso localmente por meio de sua Unidade Técnica Local (UTL) Palhoça e de sua Coordenação Regional (CR) Litoral Sul, prestando apoio aos familiares de Etelvina em tempo integral.

Até o momento, a Funai oficiou a Delegacia Geral da Polícia Civil de Santa Catarina, a Delegacia de Polícia Federal de Florianópolis e o Ministério Público Federal para conhecimento e adoção de providências relacionadas ao desaparecimento, bem como tem prestado suporte na região para que haja acolhimento da comunidade indígena e o devido acionamento dos órgãos competentes de segurança e justiça.

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A autarquia indigenista reforça seu compromisso com a defesa dos direitos dos povos indígenas e ressalta que tem adotado todas as providências cabíveis relativas ao caso no âmbito de suas competências institucionais.”

Líder indígena desapareceu no início de abril

A cacica Etelvina Fontora, da Terra Indígena Cambirela, está desaparecida desde 5 de abril em Palhoça, na Grande Florianópolis. A idosa, de 71 anos, foi vista pela última vez na aldeia onde mora com o filho.

O delegado Abel Mantovani Bovi, da Delegacia de Polícia de Pessoas Desaparecidas (DPPD), informou que as investigações continuam, e que não há novas informações sobre o caso para divulgação no momento.

A imagem de Etelvina aparece nas redes sociais do SOS Desaparecidos, um programa da Polícia Militar que oferece apoio às famílias de desaparecidos. Os dados dela também estão no site da Polícia Civil, que lista os desaparecidos no Estado.

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Segundo o coordenador da Comissão dos Caciques do Litoral de Santa Catarina, Kennedy Karaí, foi registrado um boletim de ocorrência após o desaparecimento da idosa. Ela é a única cacica da terra indígena.

— A gente não tem informação se ela saiu com alguém ou se saiu sozinha. Pelo que os familiares nos repassaram, ela estava em casa e no outro dia de manhã, quando foram para a casa dela novamente, ela já não se encontrava mais — relatou.

Em nota (veja na íntegra abaixo), a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil manifestou indignação “diante da falta de respostas e da ausência de informações concretas sobre o desaparecimento da senhora Etelvina Fontora“.

A entidade informou que a idosa está desaparecida há mais de duas semanas e ainda não há esclarecimentos sobre o seu paradeiro.

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O que diz a Articulação dos Povos Indígenas do Brasil

“Articulação dos Povos Indígenas do Brasil manifesta seu profundo repúdio diante da falta de respostas e da ausência de informações concretas sobre o desaparecimento da senhora Etelvina Fontora, indígena do povo Guarani de 71 anos.

Dona Etelvina está desaparecida desde o dia 05 de abril, na aldeia Cambirela, localizada em Palhoça. É inaceitável que, após aproximadamente duas semanas, ainda não haja esclarecimentos sobre seu paradeiro.

Essa situação evidencia a negligência e a invisibilidade que os povos indígenas frequentemente enfrentam, especialmente em casos que exigem resposta imediata das autoridades competentes”.

Como ajudar

Informações sobre Etelvina podem se repassadas ao SOS Desaparecidos através dos números: (48) 3239-6020(48) 99156-8264(48) 98843-3152.

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