O ministro do Turismo, Celso Sabino, deixou o governo do presidente Lula (PT) nesta sexta-feira (26). A saída ocorre após o União Brasil exigir que filiados deixassem cargos ocupados no governo. É a 13ª troca na lista de ministros da gestão, desde a posse. As informações são do g1.
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Saiba quem já deixou o governo Lula
Veja a lista de nomes que saíram desde o início do mandato de Lula:
- Gabinete de Segurança Institucional (GSI): general Gonçalves Dias
- Direitos Humanos: Silvio Almeida (sem partido)
- Comunicação Social: Paulo Pimenta (PT-RS)
- Turismo: Daniela do Waguinho (União-RJ)
- Esportes: Ana Moser (sem partido)
- Portos e Aeroportos: Márcio França (PSB-SP)
- Justiça e Segurança: Ricardo Lewandowski
- Saúde: Nísia Trindade
- Relações Institucionais: Alexandre Padilha
- Comunicações: Juscelino Filho
- Previdência Social: Carlos Lupi
- Mulheres: Cida Gonçalves
- Turismo: Celso Rabino
Desembarque do governo Lula
A exigência do partido para que filiados deixem o governo Lula foi aprovada após a veiculação de reportagens que apontam uma suposta conexão entre o presidente do partido, Antonio de Rueda, e facções criminosas. A decisão do União Brasil foi tomada na última quinta-feira (18).
Sabino, que é deputado federal, estava há mais de dois anos no Ministério do Turismo. Ele foi anunciado em julho de 2023 como substituto de Daniela Carneiro. Ele manteve conversas com dirigentes nas últimas semanas, a fim de tentar achar uma solução e evitar a saída.
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O ministro gostaria de seguir no cargo ao menos até a realização da Conferência das Nações Unidas sobre Mudança do Clima (COP30), que será sediada em novembro em Belém (PA) — o político foi eleito no Pará.
Leia íntegra a nota divulgada pelo União Brasil
“União Brasil, por meio de sua Executiva Nacional e de suas Lideranças na Câmara dos Deputados e no Senado Federal, manifesta irrestrita solidariedade ao Presidente Antonio Rueda, diante de notícias infundadas, prematuras e superficiais que tentam atingir a honra e a imagem do nosso principal dirigente.
Causa profunda estranheza que essas inverdades venham a público justamente poucos dias após a determinação oficial de afastamento de filiados do União Brasil de cargos ocupados no Governo Federal movimento legítimo, democrático e amplamente debatido nas instâncias partidárias.
Tal “coincidência” reforça a percepção de uso politico da estrutura estatal visando desgastar a imagem da nossa principal liderança e, por consequência, enfra quecer a independência de um partido que adotou posição contrária ao atual governo.
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Esse posicionamento, aliás, foi hoje unanimemente reforçado pela aprovação da resolução que determina aos filiados do União Brasil o desligamento, em até 24 (vinte e quatro) horas, dos cargos publicos de livre nome ação na Administração Pública Federal Direta ou lndireta, sob pena de prática de ato de infidelidade partidária.
União Brasil seguirá atuando em sintonia com os anseios da sociedade brasileira e jamais se intimidará diante de tentativas de ataque a seus dirigentes.“
*Sob supervisão de Giovanna Pacheco
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