O governo federal começou a enviar alertas a trabalhadores sobre as mudanças na tabela do Imposto de Renda da Pessoa Física (IRPF), que passam a valer nos pagamentos a partir de fevereiro de 2026. As mensagens chegam pela caixa postal individual da plataforma Gov.br e também pelo WhatsApp informado no cadastro do usuário.

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O aviso é direcionado principalmente a quem recebe até R$ 5 mil por mês e orienta a conferência do contracheque de fevereiro, já que as alterações impactam o valor do imposto retido na fonte e, consequentemente, o salário líquido.

Como acessar a mensagem oficial

A caixa postal Gov.br é gratuita e foi criada automaticamente dentro da área pessoal de todas as pessoas que já se cadastraram na ferramenta. Entretanto, apenas os usuários de nível prata e ouro da plataforma podem acessá-la por meio tanto do aplicativo para dispositivos móveis quanto pelo site oficial.

Para ver a mensagem enviada pela Receita Federal, o usuário deve acessar a parte Minha área Gov.br, no alto da página à direita. O governo federal esclarece que a comunicação oficial é gratuita e sem o risco de fraudes.

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“O envio é gratuito, não exige cadastro, pode ser confirmado no Gov.br e permite ao trabalhador escolher se deseja continuar recebendo comunicações oficiais do governo do Brasil”, diz o informe da Receita Federal.

Segurança

Para evitar que criminosos se aproveitem do alerta, as dicas são:

  • Sem links: o governo não envia links para clicar. Se uma mensagem fora da plataforma Gov.br pedir para pressionar ou acessar algo para “ver seu saldo” ou “atualizar dados”, desconfie. Neste caso, o texto fora do Gov.br é falso (fake)
  • Caixa postal Gov.Br: na dúvida sobre mensagens recebidas, o cidadão deve apenas verificar a caixa de mensagens individual e personalizada com seu nome no site ou aplicativo Gov.br, disponível para smartphones;
  • Sem dados pessoais: o governo federal e a Receita Federal não solicitam dados pessoais – como Cadastro de Pessoa Física (CPF) ou endereço do internauta. Também não solicitam qualquer tipo de pagamento pelo WhatsApp. O que pode ser uma tentativa de golpe.

Quem passa a ficar isento do Imposto de Renda

Desde 1º de janeiro, rendimentos mensais de até R$ 5 mil estão isentos de Imposto de Renda. Na prática, trabalhadores nessa faixa deixam de ter qualquer desconto de IR no contracheque.

Para quem ganha entre R$ 5.000,01 e R$ 7.350, a tributação foi reduzida de forma progressiva. Já os rendimentos acima desse valor seguem enquadrados na tabela atual do imposto, com alíquotas que chegam a 27,5%.

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O que muda para salários mais altos

A mensagem enviada pelo governo também informa sobre a nova tributação de altas rendas, prevista na Lei nº 15.270/2025. Contribuintes com rendimentos anuais acima de R$ 600 mil passam a ser tributados por uma alíquota progressiva, que pode chegar a 10%.

Para quem recebe mais de R$ 1,2 milhão por ano, a legislação estabelece uma alíquota mínima efetiva de 10%, independentemente da forma de recebimento da renda.

Quando as mudanças começam a valer

As alterações entram em vigor nos pagamentos realizados a partir de fevereiro de 2026. A nova regra também se aplica ao cálculo do Imposto de Renda retido na fonte sobre o 13º salário.

A retenção deve ser feita por todas as empresas, inclusive aquelas optantes pelo Simples Nacional.

O que fazer em caso de dúvida no contracheque

Em caso de questionamento sobre os valores descontados, a orientação é que o trabalhador procure o setor de recursos humanos da empresa. Segundo a Receita Federal, o esclarecimento direto pode evitar erros no recolhimento e reduzir a necessidade de atendimento presencial nos órgãos federais.

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