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    Greve dos Correios é suspensa em Santa Catarina 

    Segundo o sindicato estadual, a categoria permanece em estado de greve e as entregas devem normalizar em até 10 dias  

    18/09/2019 - 10h12 - Atualizada em: 18/09/2019 - 14h23

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    Larissa
    Por Larissa Neumann
    Sindicato estima que entregas devem ser normalizadas em até 10 dias
    Sindicato estima que entregas devem ser normalizadas em até 10 dias
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    Após pouco mais de uma semana, a greve dos Correios foi suspensa em todo o país. Em Santa Catarina, o Sintect-SC, sindicato que representa a categoria, confirmou a retomada dos serviços na manhã desta quarta-feira (18). No entanto, os trabalhadores continuam em estado de greve, ou seja, podem paralisar as entregas novamente.

    De acordo com o sindicato, a categoria aguarda o julgamento do dissídio, previsto para ocorrer no próximo dia 2 de outubro. A condição de prorrogar o atual acordo coletivo dos trabalhadores foi o que motivou a retomada dos serviços.

    No último dia 12, o ministro do Tribunal Superior do Trabalho (TST), Maurício Godinho Delgado, já havia determinado que 70% dos funcionários dos Correios voltassem ao trabalho. No entanto, a greve só foi suspensa após assembleia na terça-feira (17) à noite.

    A paralisação nacional foi motivada em resposta à resistência da estatal em atender à proposta da categoria, que pede, entre outros itens, reajustes salariais e melhorias para os trabalhadores, como manutenção do vale-alimentação e dos valores do plano de saúde.

    Entregas em SC devem normalizar em até 10 dias

    De acordo com o secretário geral do Sintect-SC, Gilson Vieira, a expectativa agora é de que os trabalhos sejam normalizados em até 10 dias. No Estado, a maior demanda, segundo Vieira, é com entregas de faturas e de encomendas.

    — O cliente dos Correios também podem ir até a agência e tentar retirar, caso não queira aguardar. Teremos um plano de contingência, mas a situação, em no máximo 10 dias, vai estar normalizada — explica.

    Em Santa Catarina operam cerca de 400 unidades dos Correios, entre agências, centros de distribuições, núcleos administrativos e grupos de entregas. O total de servidores que aderiram ao movimento não foi informada.

    — Nós não queríamos a greve de jeito nenhum. Pedimos sempre que negociem à exaustão. A greve é muito ruim para o trabalhador e população — afirma Vieira.

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