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    Grupo de dança de Florianópolis apresenta projeto virtual voltado a pessoas com deficiência

    Durante a pandemia de coronavírus, a Cia Lápis de Seda criou um sistema de aulas e ensaios por meio das plataformas digitais

    25/09/2020 - 08h23

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    Marina
    Por Marina Martini Lopes
    Cia Lápis de Seda na apresentação do espetáculo "Será que é de Éter?"
    Cia Lápis de Seda na apresentação do espetáculo "Será que é de Éter?"
    (Foto: )

    Com a intenção de dar continuidade ao trabalho artístico, apesar de todas as mudanças causadas pela pandemia de coronavírus, a Cia de Dança Lápis de Seda, de Florianópolis, criou seu próprio sistema de aulas e ensaios por meio de plataformas digitais. Os meses de trabalho, desde março, foram de novas experiências e descobertas sob a coordenação da diretora artística Ana Luiza Ciscato - e resultaram no projeto Um Novo Olhar. O projeto está em fase de captação de recursos pela Lei de Incentivo Fiscal, mas já está sendo implementado pela companhia, que tem divulgado suas ações nas redes sociais.

    Com o objetivo de expandir e compartilhar o aprendizado adquirido ao longo da história da companhia, o projeto traz impactos positivos às pessoas com deficiência intelectual ou motora e toda a sua rede de apoio - pais, familiares, professores, cuidadores, terapeutas; pessoas que vivenciam grandes desafios e têm uma atuação essencial para qualquer experiência de promoção da inclusão em suas comunidades.

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    - Tivemos que nos adaptar a uma nova realidade, e esse processo trouxe inúmeros desafios - explica Ana Luiza Ciscato. - Se por um lado sentimos muita falta do aspecto físico e pessoal do toque, da observação próxima, por outro aprendemos juntos a apresentar nossa imagem online.

    Aula online de Ana Luiza Ciscato
    Aula online de Ana Luiza Ciscato
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    A diretora relata que o novo método de trabalho envolve conhecimentos básicos de tecnologia, mas também de fotografia, iluminação, composição, enquadramento e produção.

    - Essas descobertas foram preciosas para criar novas possibilidades direcionadas a uma comunidade que tende a ficar cada vez mais conectada e imersa no mundo digital: as pessoas com deficiência - prossegue. - Conseguimos romper barreiras importantes: geográficas, de acessibilidade, de acesso à tecnologia, de formatos alternativos e mais democráticos para a nossa produção artística. As dificuldades se transformaram em oportunidades de novos aprendizados e novas formas de autoconhecimento, o que é inevitavelmente traduzido na forma como as pessoas se movem, como criam e expressam sua arte.

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    O grupo de dança inscreveu na Lei Rouanet o novo projeto, que inclui três oficinas de dança diárias para participantes de diferentes perfis e faixas etárias; seis palestras com especialistas convidados, promovendo recursos de repertório, saúde, bem estar e desenvolvimento artístico-pedagógico; e a criação, produção, execução e apresentação virtual de um espetáculo de dança inclusiva, unindo os participantes do projeto e o elenco da Cia. de Dança Lápis de Seda. A ideia é que 100 pessoas possam participar de forma gratuita.

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