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    Grupo que tentou invadir Penitenciária de Joinville é condenado; penas somam 234 anos

    Eles provocaram uma explosão no muro para tentar libertar um detento — o mesmo que participou do plano que levou à queda de um helicóptero em 2018

    14/02/2020 - 09h31 - Atualizada em: 14/02/2020 - 09h52

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    Cláudia
    Por Cláudia Morriesen
    foto mostra homem sentado de costas para a câmera, de frente para o juiz, em um tribunal
    Paulo Henrique Artmann, o "Calango", recebeu a pena mais alta
    (Foto: )

    Depois de 14 horas de julgamento, os sete acusados de participação na explosão do muro da Penitenciária Industrial de Joinville em 2018 foram condenados a 234 anos de reclusão, em regime fechado. A sessão, realizada nesta quinta-feira (13), começou às 8 horas e terminou às 22h10.

    De acordo com argumentação do Ministério Público, o grupo tinha a intenção de libertar um detento da unidade. O episódio aconteceu na madrugada do dia 13 de agosto de 2018 e

    envolveu nove acusados — dois deles eram adolescentes na época. Os acusados colocaram um artefato explosivo no muro do estabelecimento prisional, mas não houve detonação. No momento da ação, três agentes prisionais estavam numa guarita próxima e revidaram.

    O grupo foi condenado a três tentativas de homicídio, organização criminosa e corrupção de menores. Ao final do júri, os jurados analisaram 254 quesitos que envolviam os sete réus.

    Esta sessão do júri foi presidida pelo juiz Gustavo Henrique Aracheski e atuou como promotor de Justiça Marcelo Sebastião Netto de Campos.

    Paulo Henrique Artmann dos Santos, o "Calango", que era o detento que estava preso e pelo qual o grupo executou o plano, foi condenado a 41 anos e 1 mês. As penas dos outros participantes do crime ficaram definidas entre 36 anos e 10 meses e 27 anos e 4 meses.

    Poucos meses antes, Calango já havia tentado fugir da prisão em outro plano frustrado: um helicóptero foi locado em Penha e sequestrado. Antes de chegar à Penitenciária de Joinville, onde iria planar para que ele subisse por uma escada, o helicóptero caiu, causando a morte de três pessoas — entre elas o piloto Antônio Mário Franco Aguiar e o auxiliar Bruno Siqueira — e deixando um ferido.

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