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    Guarda municipal envolvido em caso de agressão em Itajaí é encontrado morto

    Corpo estava na casa em que ele vivia, no Norte do estado

    17/06/2020 - 18h46 - Atualizada em: 17/06/2020 - 19h19

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    Bianca
    Por Bianca Bertoli
    Câmera gravou a agressão
    Câmera gravou a agressão
    (Foto: )

    Um dos guardas municipais de Itajaí envolvido no caso de agressão ao pintor Jorge Roberto Tomáz, 26, foi encontrado morto dentro da casa em que vivia, em Joinville. Tomáz foi espancado pelos profissionais após desobedecer uma ordem de parada, na madrugada de domingo (14). Até que saia o resultado da perícia, o nome do agente não será divulgado.

    Na tarde desta terça (16), após as imagens da agressão viralizarem na internet, a Guarda Municipal abriu sindicância para apurar a conduta dos dez envolvidos. Dois deles foram afastados temporariamente do cargo. O agente encontrado morto nesta quarta, porém, estava entre os oito que continuam a trabalhar, apesar das investigações. 

    O Ministério Público, a Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), a Defensoria Pública e a Polícia Civil se manifestaram sobre o ocorrido no fim de semana. A delegacia vai apurar o caso e se houve abuso de autoridade. Nesta quarta, Tomáz registrou boletim de ocorrência por lesão corporal. Ele deve fazer o exame de corpo de delito nesta semana. Algumas marcas ainda são visíveis, como hematomas no rosto e costas. 

    — O tamanho da agressão eu vi quando me olhei no espelho. Eu parei, era final de rua sem saída, já dava pra eles entenderem que não precisava de violência. Era fazer a abordagem normal, não tinha pra onde eu correr — relatou a vítima à reportagem da NSC TV. 

    Segundo a Polícia Civil, Tomáz possui passagens policiais por crimes como desacato e ameaça. 

     Abordagem irregular

    Conforme o prefeito Volnei Morastoni os guardas relataram que Tomáz estava em atitude suspeita e teria fugido de motocicleta fazendo menção de estar armado. No entanto, nenhuma irregularidade nos documento dele foi encontrada. Tampouco alguma arma. 

    — No momento registrado, ele não pareceu oferecer resistência e poderia ter sido conduzido de forma pacífica. Por isso não se justifica a maneira brutal com que essa pessoa foi tratada — declarou o prefeito. 

    Tomáz defende que não fez movimento suspeito, mas parou em um posto de combustível que estava fechado para urinar. Depois, seguiu pra casa da tia e não teria percebido as ordens de parada dos guardas. Ele foi abordado e agredido em frente à casa da familiar. 

    O Ministério Público aguarda a investigação da Polícia Civil para acompanhar o caso. A Defensoria Pública defenderá o rapaz judicialmente. Já a OAB enviou um ofício para o prefeito alertando sobre ilegalidade na ação. 

    — A Guarda não pode fazer abordagem policial. Policiamento ostensivo. Investigação. Cabe tão somente à Guarda Municipal a preservação do patrimônio público. Esse policiamento ostensivo e a parte investigativa cabe à PM e Polícia Civil, exclusivamente — disse o presidente da Ordem em Itajaí, Renato Felipe de Souza. 

    Morte de guarda

    Em nota, a Guarda e sindicato da categoria lamentou a perda do profissional. “Um companheiro leal e profissional exemplar. O seu sorriso cativante, o espírito leve e o bom humor, nos bons e maus momentos, farão muita falta em nossa casa” lamentou a instituição municipal.

    Com informações da NSC TV.

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