A Havan está proibida de usar o personagem “Fofão” em ações promocionais e publicações nas redes sociais. A decisão da Justiça de Ribeirão Preto, em São Paulo, vem após uma ação movida pela Carreta Furacão. O grupo é conhecido por desfilar com figuras infantis pelas ruas em trenzinhos e que firmou um acordo de exclusividade com os herdeiros do criador do personagem.

Continua depois da publicidade

Conforme o g1, a ação tramita desde dezembro do ano passado na Vara Regional Empresarial de Ribeirão Preto, cidade de origem dos responsáveis pela Carreta Furacão. Ela é a única que pode utilizar o nome, a marca e os elementos que remetem ao personagem até 2029, segundo o advogado Renan Alvarez Fernandes, que atua em causas a favor do grupo.

— Essa empresa começou a se utilizar indevidamente do Fofão lá no passado. O herdeiro do personagem entrou com uma ação na Justiça. Em conversas entre o herdeiro do personagem, que já é falecido, e a empresa que eu advogo, eles chegaram a um consenso, a um acordo. Qual é o acordo? No Brasil, a única empresa que pode usar o Fofão é a Carreta Furacão — diz Fernandes.

A alegação é de que a Havan utilizou o personagem sem pedir autorização em ações promocionais nas redes sociais, para venda de produtos e na inauguração de uma unidade no Sul do país. Além de solicitar a retirada das publicações e a proibição do uso do personagem em eventos, a Carreta Furacão pediu o pagamento de R$ 10 mil pelo uso indevido.

Ainda em dezembro, a juíza Carina Roselino Biagi concedeu uma liminar a favor da Carreta Furacão.

Continua depois da publicidade

— Um dos herdeiros entrou em contato com os donos da carreta e os donos da carreta entraram em contato comigo e falaram assim: ‘a gente não quer o Fofão vinculado a uma publicidade de R$ 100. A gente não quer que ele seja vinculado a isso. A gente quer ele vinculado a coisas grandes.’ Nós entramos com ação e eles suspenderam essa postagem. A postagem era uma pessoa vestida de Fofão apresentando essas promoções — explica Fernandes.

Também de acordo com o g1, a Havan disse ter acatado a solicitação e removeu os posts do perfil oficial da rede varejista, porém ainda é possível ver publicações relacionadas em redes sociais de terceiros. Uma sentença definitiva, relacionada ao pagamento solicitado pelo grupo de Ribeirão Preto, ainda não foi expedida.

Veja linha do tempo da evolução da Havan