Uma semana depois que foi escoltada pela Polícia Rodoviária Federal (PRF) na corrida contra o tempo para um transplante de rim em Blumenau, Marise Rodrigues recebeu alta do hospital. A moradora de Florianópolis, de 43 anos, esperou um transplante enquanto fazia um tratamento de hemodiálise por cerca de dois anos quando foi surpreendida por uma ligação do Hospital Santa Isabel naquela tarde de sábado (24) para avisar que um órgão compatível havia chego.

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— Eu só tenho a agradecer, porque se não fosse por eles, eu jamais conseguiria. O órgão também não espera — conta Marise.

Marise relatou que ela e o marido não enfrentaram trânsito ao sair de Florianópolis, por volta das 14h40min, mas quando chegaram perto de Itapema, filas. Com a preocupação e o medo de não chegarem a tempo, foram até o posto da Polícia Rodoviária Federal e pediram ajuda. Com a sirene ligada e luzes de emergência acionadas, os policiais abriram caminho da forma mais rápida e segura para o casal pela rodovia até Blumenau.

Vinte minutos antes do horário limite, às 17h10min, Marise deu entrada no hospital. Ao descer do carro, a família agradeceu aos policiais Marcelo Werner, Fábio Elias e Admilson Lins Júnior pelo apoio enquanto entravam no centro cirúrgico para realizar um sonho de anos.

— A cirurgia foi um sucesso, estou me recuperando superbem. O rim está funcionando, graças a Deus, e eu estou me sentindo bem — relata Marise em tom aliviado.

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Ela conta que, ao chegar em casa, os próximos passos do tratamento envolvem o cuidado máximo com a saúde. Serão cerca de três meses isolada e com uma alimentação rigorosa e monitoramento para evitar que o corpo rejeite o novo órgão.

O diagnóstico de Marise é hereditário, por parte materna e, por isso, cresceu com uma doença renal policística. Ela foi internada algumas vezes ao longo dos anos e fazia tratamento em uma clínica em Florianópolis, mas algumas complicações fizeram ela entrar na lista de espera para um transplante há cerca de dois anos.

Relembre o vídeo da escolta de emergência